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Saúde

‘Dor Crônica: Evidências que Transformam Vidas’

‘Dor Crônica: Evidências que Transformam Vidas’

A dor crônica é um problema de saúde que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Ela compromete o bem-estar, as relações sociais e a qualidade de vida. Segundo especialistas, quando a dor persiste por mais de três meses, já deve ser considerada um problema de saúde pública, exigindo cuidados específicos e estratégias de tratamento adequadas.

O que há de novo no tratamento da dor crônica?

As pesquisas mais recentes mostram que o tratamento da dor crônica deve ser integrado, combinando diferentes recursos, sempre de acordo com a necessidade de cada paciente.

·         Medicamentos

Embora muito usados, os analgésicos — e principalmente os opioides (derivados da morfina) — não devem ser a primeira escolha. Eles podem causar dependência e efeitos colaterais. Em alguns casos específicos, antidepressivos e anticonvulsivantes ajudam, especialmente em dores ligadas aos nervos.

·         Abordagens não medicamentosas

Aqui está o grande avanço! Exercícios físicos regulares, terapia cognitivo-comportamental (que ajuda a lidar com o impacto emocional da dor), acupuntura e técnicas de relaxamento apresentam ótimos resultados. Essas estratégias aliviam a dor e ainda melhoram o humor e a disposição.

·         Estimulação elétrica e outros procedimentos

Em situações selecionadas, técnicas como a estimulação elétrica (TENS) e a neuromodulação podem trazer benefícios. Sempre, é claro, com indicação e acompanhamento especializado.

O papel do fisioterapeuta

Este profissional ocupa lugar de destaque no cuidado da dor crônica. Não se resume ao alívio dos sintomas: busca recuperar a função, prevenir incapacidades e devolver autonomia ao paciente.

As principais estratégias incluem:

         •      Técnicas manuais: mobilizações e liberação miofascial ajudam a reduzir tensões musculares e melhorar a mobilidade.

         •      Exercícios terapêuticos: programas personalizados de fortalecimento e alongamento reduzem a sensibilidade à dor e aumentam a capacidade física.

         •      Educação em dor: entender o que é a dor crônica, como ela funciona e como lidar com ela no dia a dia fortalece a confiança do paciente.

         •      Autorregulação: técnicas de respiração, relaxamento e biofeedback reduzem estresse e ansiedade, fatores que intensificam a dor.

Mitos e Verdades sobre a dor crônica

Muitas crenças ainda circulam e atrapalham o tratamento. Confira:

         •      “Se sinto dor, é porque meu corpo está lesionado.”

Mito. A dor crônica não significa, necessariamente, que exista uma lesão ativa.

         •      “O melhor remédio é o repouso.”

Mito. O movimento, quando orientado, é um dos tratamentos mais eficazes.

         •      “Vou ter que conviver com dor para sempre.”

Mito. Há muitos recursos que permitem melhorar a qualidade de vida.

         •      “Exercícios físicos ajudam a reduzir a dor.”

Verdade. A prática regular é um dos pilares do tratamento.

         •      “A mente influencia na dor.”

Verdade. Emoções como estresse e ansiedade aumentam a percepção dolorosa.

         •      “Quanto mais remédio, mais rápido a melhora.”

Mito. O uso excessivo pode causar dependência e até piorar a dor.

         •      “Envelhecer significa sentir dor todos os dias.”

Mito. Dor não é consequência natural da idade. Idosos também podem viver sem dor.

         •      “Idosos se beneficiam de fisioterapia e exercícios.”

Verdade. O movimento, adaptado à idade, preserva autonomia e melhora o humor.

Considerações finais

A dor crônica não é apenas um sintoma, mas uma condição complexa que exige cuidado integral. O futuro do tratamento está na combinação de estratégias personalizadas, nas quais o paciente é protagonista, com apoio de diferentes profissionais da saúde.

A boa notícia? Com ciência atualizada, cuidado individualizado e educação em saúde, é possível recuperar qualidade de vida e viver com mais autonomia e bem-estar.

Luana Rocha - CREFITO 4/181024F. Mestre em Reabilitação e Desempenho Funcional (UFVJM). ⁠Sócia-especialista Sonafe. ⁠Especialização em Ortopedia e Traumatologia ênfase em Terapia Manual (Unifenas). - ⁠Atuação em esportes, reabilitação traumato-ortopedica e pós operatória há 13 anos.  ⁠Ministra cursos e professora de graduação (Uemg e UNA).  ⁠Servidora pública municipal de Divinópolis. Atenção primária à saúde (Equipe E-multi)

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