Falta de insulina NPH na UPA é fruto de problema de abastecimento nacional

Prefeitura garante medicamento nas farmácias públicas de Divinópolis
Ígor Borges
Um problema de abastecimento de insulina NPH no país resultou na falta do medicamento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto de Divinópolis. A escassez foi divulgada nesta quarta-feira, 27, pelos órgãos responsáveis.
De acordo com a Prefeitura, a principal dificuldade é adquirir regularmente o medicamento, essencial para o tratamento de diabetes. A insulina regular não está em falta.
UPA
No entanto, a UPA gerida pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde Região Ampliada Oeste (Cis-Urg), foi impactada pela indisponibilidade de insulina. Como alternativa, a unidade orienta que os pacientes diabéticos, que já fazem uso contínuo de insulina, levem o medicamento fornecido pelas farmácias municipais ao se dirigirem à UPA.
Segundo o Executivo, essa medida visa otimizar o uso do estoque disponível na UPA, que deve ser priorizado para atender casos emergenciais de hiperglicemia.
— A Secretaria de Saúde e o CIS-URG estão trabalhando ativamente para regularizar o fornecimento de insulina o mais rápido possível, dentro das condições e limitações atuais — completa a Semusa.
A secretária de Saúde, Sheila Salvino, explicou que apenas a insulina NPH está em falta, já a regular é fornecida normalmente.
— É importante destacar que a insulina na modalidade caneta de uso individual não encontra-se em falta. Nossas farmácias estão suficientemente abastecidas e temos estoque até o final de janeiro. Providenciamos ainda a compra de outras — explicou.
Medidas
De acordo com a Secretaria de Saúde (Semusa), medidas para minimizar os impactos dessa escassez têm sido adotadas. A pasta afirma que as farmácias públicas da cidade seguem fornecendo regularmente esta insulina aos usuários cadastrados.
— A Secretaria de Saúde tem trabalhado com um processo de compras mais robusto, permitindo que o município suporte, sem descontinuidade, eventuais faltas momentâneas de medicamentos — comenta.
A Prefeitura de Divinópolis reitera seu compromisso em garantir a continuidade do atendimento à saúde de todos os munícipes e orienta que, em caso de dúvidas, os pacientes procurem a farmácia pública mais próxima ou a UPA para mais informações.
Veja a nota emitida pela UPA:
Conforme descrito em nota do fabricante, a escassez de insumos e o número cada vez menor de fornecedores tem impactado diretamente na disponibilidade de insulinas, em especial da NPH (insulina de ação intermediária).
Como forma de garantir a manutenção do tratamento dos pacientes previamente diabéticos que já fazem uso da insulina NPH, tem-se orientado que o próprio paciente traga o medicamento para acondicionamento na farmácia satélite da unidade. Trata-se de medida de contingência para evitar a descontinuidade do tratamento até que a situação seja normalizada.
Com relação ao estoque de insulina REGULAR (de ação rápida), insulina necessária e suficiente para pronta resposta a urgências hiperglicêmicas, mantém-se abastecido.
A Diretoria da UPA Divinópolis segue trabalhando ininterruptamente para normalizar a situação.
Insulina NPH e regular
Segundo o endocrinologista André Viana, a principal diferença entre as insulinas está no tempo de duração. Enquanto a insulina regular deve ser injetada entre 30 e 45 minutos antes das refeições, com duração de 6h e 30 min. A insulina de ação intermediária (NPH) tem duração de até 18h e pode ser aplicada de 1 a 3 vezes ao longo do dia.
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