Hospital do Câncer completa 23 anos nesta sexta-feira

Da Redação
O Hospital do Câncer (HC) completa 23 anos nesta sexta, 6, e celebra todo o trabalho realizado pela Associação de Combate ao Câncer do Centro Oeste de Minas (Acom), com a ajuda da população. A criação do hospital é o marco dos primeiros anos de atuação da Acom, que voltou todos os seus esforços em prol de sua construção. Inaugurado em 2001, o HC realiza hoje mais de 200 mil atendimentos por ano, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Hospital do Câncer oferece os três tipos de tratamento contra a doença, sendo eles: cirúrgico, que é frequentemente usada para remover tumores sólidos; medicamentoso, por meio da quimioterapia, utilizando-se de medicamentos para matar as células cancerígenas, que são geralmente administrados por via intravenosa ou por via oral; e por radiação (radioterapia), feita para matar as células cancerígenas, sendo direcionada para a área afetada do corpo e reduzir o tamanho do tumor, por meio de alta energia.

A unidade conta com 10 especialidades de cirurgias, 28 médicos cirurgiões, 8 médicos anestesistas, cinco médicos oncologistas, quatro médicos hematologistas, dois médicos pediatras especializados em oncologia e hematologia, três médicos radioterapeutas, e dois físicos médicos. Além de quimioterapia, o HC tem, ainda, dois aceleradores lineares e farmácia com duas capelas de manipulação. Oferece, também, serviços de suporte, com 28 leitos de internações, nutrição, psicologia, fonoaudiologia, além do Posto Avançado da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).
Formado por equipes médicas multidisciplinares que trabalham juntas para tratar o câncer dos pacientes, incluindo oncologistas, hematologistas, cirurgiões oncológicos, radiologistas, enfermeiros e outros profissionais de saúde, o Hospital oferece uma variedade de serviços e tratamentos, incluindo diagnóstico e estadiamento do câncer.
Surgimento
O idealizador Dr. Roney Quirino, relembra que o Hospital do Câncer surgiu quando ele ainda atuava no Hospital Mario Penna, em Belo Horizonte, e um o seu professor João Batista Resende Alves o encorajou a fazer uma ação voltada para o social. Dr. Roney conta que após os conselhos de seu professor, ele então decidiu deixar a capital de Minas Gerais e se mudar para Divinópolis para fundar o Hospital do Câncer.
— Chegando aqui eu tive a felicidade de ser recebido pelos rotaryanos, abraçado pelos amigos do Lions e da Maçonaria, e principalmente pela população. Então fundamos a Associação de Combate ao Câncer do Centro Oeste de Minas Gerais, mas foi o meu irmão quem deu origem a este hospital, Antônio Carlos Quirino Costa. Ele foi diagnosticado aos 27 anos com Câncer Linfoma do Mediastino, e na época, aqui no centro oeste não tinha nenhum lugar para tratamento. Meu irmão acabou falecendo, e hoje ele não morreria, mas naquele tempo não existiam os medicamentos que existem hoje. Depois do falecimento dele, eu deixei de ser cirurgião que era o meu sonho, e passei a sonhar com oncologia — relata.
O empresário, Leides Nogueira, que foi presidente da Acom entre 2003 e 2007, e em 2011, destaca a luta e o pioneirismo do oncologista Roney Quirino, em busca da concretização da construção do Hospital. De acordo com Leides, a iniciativa de construir o Hospital do Câncer partiu do médico, que saiu em busca de parcerias para iniciar o sonho.
— Muita gente na época não acreditou na ideia, e o Roney chegou a ganhar o apelido de “menino maluquinho”. O Roney é uma pessoa de visão, e teve essa grande ideia, teve a coragem de falar sobre isso, e de despertar isso na população de Divinópolis. Quando eu entrei para a Acom o sonho já havido sonhado, e nós entramos para realizar. E, os divinopolitanos sonharam junto com a gente. — relembra.
A unidade conta com a ajuda da população por meio de doações e ações promovidas. Leides reforça a importância desta ajuda, que possibilitou a construção do HC, e permite a continuidade da assistência aos pacientes com câncer.
— O Hospital do Câncer é sonho de uma população inteira que foi realizado. Todos que doaram, e que doam estão aqui. Doaram um tijolinho, doaram um saco de cimento, tanto na construção, quanto na expansão do Hospital — destaca.


Projetos futuros
O oncologista afirma que o sentimento hoje é o de gratidão por ter conseguido, junto a população, e a toda a diretoria da Acom, entregar o Hospital do Câncer. Dr. Roney destaca ainda a importância da expansão da unidade, que passará a ter 20 mil m², após a conclusão das obras, que começam no próximo ano.
— Vai ser a maior obra em termos de saúde, no centro oeste, depois da construção do Complexo de Saúde São João de Deus. O novo hospital com certeza vai nos colocar na prateleira de cima das entidades que lutam contra o câncer do país inteiro. Nós precisamos do apoio da população. Hoje, o Hospital do Câncer ficou pequeno, e mesmo assim beneficia milhares de pessoas, um projeto deste porte vai mais do que quintuplicar a atuação da instituição. Com certeza será uma das maiores obras da área da saúde em Minas gerais — conclui.
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