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Saúde

Audiência pública discute acesso ao Hospital Regional 

Audiência pública discute acesso ao Hospital Regional 

Melhorias na infraestrutura são prioridades na discussão da unidade

Da Redação

O acesso ao Hospital Regional Divino Espírito Santo, em Divinópolis, cuja as obras estão paradas há 10 anos, será pauta de uma audiência pública na Câmara. A unidade foi doada neste ano pelo governador Romeu Zema (Novo) para fins educativos da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ). O vereador Rodyson do Zé Milton (PV) afirmou que apresentará o requerimento no próximo ano, para incluir a participação dos novos vereadores eleitos. 

A audiência buscará discutir não apenas a mobilidade urbana, mas também a infraestrutura necessária para a operação do hospital, como esgoto, drenagem pluvial, sinalização e iluminação pública. Um dos destaques será a análise da viabilidade da ponte ligando os bairros Realengo e Maria Peçanha, um ponto estratégico para melhorar o tráfego na região.

Hospital Regional

Em mais de 10 anos de atraso, as obras para conclusão do Hospital Público Regional de Divinópolis foram retomadas neste ano. O anúncio foi feito pelo governador Romeu Zema (Novo) em fevereiro, em maio, o governador decidiu que a unidade seria um hospital-escola. 

As obras tiveram um investimento de R$ 39 milhões, recurso referente ao acordo de reparação da Mineradora Vale com o Estado, por causa da tragédia de Brumadinho. Já as conclusões das obras ficarão sob responsabilidade do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). O hospital está com previsão de inauguração para o segundo semestre de 2025. 

Mesmo com as melhorias já prevista no edital, ainda assim, algumas exigências para promover um ambiente limpo e habitável são prioridades para o vereador Rodysson Zé Milton (PV).  A preocupação do vereador é garantir que a região esteja preparada para o aumento do tráfego, especialmente para atender às demandas de ambulâncias e veículos de emergência.

—Precisamos que seja explicado como está sendo esse planejamento urbanístico de mobilidade da Secretaria Municipal de Trânsito, Segurança Pública e Mobilidade Urbana (Settrans)  sobre como será o acesso ao hospital. Essas discussões precisam acontecer agora— enfatizou Rodyson.

Além disso, ele destacou que os acessos ao hospital ainda apresentam diversas dificuldades e cobrou mais clareza sobre as obras em andamento e as melhorias que ainda precisam ser viabilizadas.

Com a audiência, o vereador espera promover um diálogo qualificado entre autoridades, especialistas e a população, assegurando que toda a infraestrutura esteja pronta para garantir segurança, eficiência e agilidade no atendimento.

Estrutura

A estrutura do prédio tem 16 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 53 mil metros quadrados. Ele foi projetado para comportar mais de 200 leitos adultos, neonatal e com pronto atendimento. Além disso, a unidade ainda conta com salas de  CTI, sala de cirurgias, um laboratório e pronto atendimento. 

Segundo o governador, uma das especialidades do hospital público é o atendimento complexo em casos de vítimas de queimaduras. 

Ao todo, 54 municípios do Centro-Oeste de Minas serão atendidos pela unidade de saúde beneficiando mais de um milhão de pessoas.

O atraso 

A construção do hospital teve como anuncio em 2009 e suas obras iniciadas em 2010, com um investimento inicial previsto de R$ 48 milhões. A expectativa era que a estrutura fosse concluída até 2012. No entanto, devido aos atrasos no cronograma, a gestão municipal da época relatou um novo prazo: 2015, que nunca acabou.

Em 2016 as obras foram paralisadas por falta de recursos, deixando o projeto inacabado. Essa situação permaneceu até 2021, quando o governo municipal atualizou o levantamento das necessidades restantes e apresentou o relatório ao Governo de Minas Gerais.

No ano seguinte, em 2022, o Estado assumiu a responsabilidade de finalizar a obra por meio de um termo de cessão com a Prefeitura. Desde então, o objetivo tem sido concluir o hospital.

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