Receita paga maior lote de restituição do IR da história

Da Redação
A terça-feira, 30, foi marcada pela liberação de dois importantes pagamentos do Governo Federal. Enquanto a Receita Federal concluiu o repasse do segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, a Caixa Econômica Federal encerrou o calendário de junho do Bolsa Família, beneficiando milhões de brasileiros em todo o país.
Juntos, os dois pagamentos movimentaram mais de R$ 29 bilhões e alcançaram tanto trabalhadores que tiveram direito à restituição do imposto quanto famílias atendidas pelo principal programa de transferência de renda do país.
Restituição recorde
A Receita Federal pagou o segundo lote de restituições do Imposto de Renda, considerado o maior da história em número de beneficiados. Ao todo, 9.585.797 contribuintes receberam cerca de R$ 16 bilhões, valor que igualou o montante liberado no primeiro lote, em maio, mas superou aquele pagamento em quantidade de pessoas contempladas.
Segundo a Receita, o resultado foi possível graças ao avanço das ferramentas de automação e à maior agilidade no processamento das declarações. Os dois primeiros lotes concentram aproximadamente 80% das restituições previstas para este ano, tanto em número de contribuintes quanto em valores pagos.
A maior parte dos beneficiados foi formada por pessoas que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição via Pix com chave CPF. Também receberam contribuintes com prioridade legal, como idosos, professores e pessoas com deficiência ou doença grave.
O depósito foi realizado diretamente na conta bancária ou na chave Pix informada na declaração. Quem não recebeu poderá consultar o extrato da declaração no portal e-CAC da Receita Federal para verificar eventuais pendências e, se necessário, enviar declaração retificadora para participar dos próximos lotes.
Caso o valor não tenha sido creditado por problemas na conta bancária, a restituição permanecerá disponível para resgate no Banco do Brasil pelo prazo de um ano.
Bolsa Família
Também na terça-feira, a Caixa concluiu o pagamento da parcela de junho do Bolsa Família com o depósito para os beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 0.
Neste mês, o programa alcançou 19,34 milhões de famílias, com investimento federal de R$ 13,08 bilhões. O benefício mínimo permaneceu em R$ 600, mas, com os adicionais previstos pelo programa, o valor médio pago chegou a R$ 677,66.
Além da parcela básica, o Bolsa Família prevê benefícios complementares para diferentes perfis familiares. São pagos R$ 150 por criança de até seis anos, R$ 50 para gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes entre sete e 18 anos, além do Benefício Variável Familiar Nutriz, destinado às mães de bebês de até seis meses, com seis parcelas mensais de R$ 50.
Os pagamentos seguem o calendário tradicional, realizado nos últimos dez dias úteis de cada mês, conforme o final do NIS. As informações sobre datas, valores e composição do benefício permanecem disponíveis no aplicativo Caixa Tem.
Pagamento antecipado
Em junho, moradores de 207 municípios receberam o benefício de forma antecipada, independentemente do número final do NIS. A medida contemplou cidades afetadas por estiagens, chuvas intensas ou que possuem populações indígenas em situação de vulnerabilidade.
Os municípios beneficiados estão distribuídos pelos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Amazonas, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe.
Regra de proteção
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou ainda que cerca de 2,26 milhões de famílias permaneceram enquadradas na chamada regra de proteção, mecanismo que permite a continuidade parcial do benefício para famílias que aumentaram a renda após conseguirem emprego.
Nesse grupo, o benefício médio foi de R$ 369,27. Pela regra atual, famílias que passem a receber até R$ 706 por pessoa podem continuar recebendo metade do Bolsa Família durante um ano.
Segundo o governo federal, aproximadamente 140 mil famílias ingressaram nessa modalidade em junho após ampliarem sua renda familiar. A mudança no período de permanência, reduzido de dois para um ano, vale apenas para quem entrou na regra a partir de junho de 2025. Quem já participava anteriormente mantém o prazo de dois anos previsto na legislação anterior.
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