Recém- eleitos

Da Redação
Cerca de um mês após o segundo turno das eleições 2024, prefeitos e gestores reeleitos mineiros se reuniram em um mega encontro. O objetivo foi debater o futuro dos municípios do Estado depois das votações de outubro. A promotora do evento, a Associação Mineira de Municípios (AMM), diz que o debate permite que os eleitos e reeleitos conheçam experiências e inovações que contribuam para uma administração eficiente e sustentável. O 7º Congresso Mineiro de Novos Gestores, ocorreu nesta terça no Expominas. Ótima oportunidade para os gestores, em especial, os novos, entenderem de vez que é preciso atender às necessidades daqueles que os colocaram nos cargos.
Ipsemg postergado
A oposição ao governo Zema (Novo) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) atingiu seu objetivo na última semana. Após cinco horas de obstrução dos trabalhos, conseguiram protelar a votação do projeto — de autoria do governo — que aumenta valores da contribuição para o Instituto dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). Na reunião, que durou até a noite, quase 20 deputados, especialmente do Bloco Democracia e Luta (BDL), utilizaram instrumentos regimentais para tentar adiar a votação da matéria. Eles se revezaram na tribuna para sensibilizar os colegas e a opinião pública quanto aos impactos negativos da aprovação da matéria para o servidor estadual, especialmente a redução na sua remuneração. Na semana em que Zema estava fora, o tema, que já virou novela, ainda deve voltar à discussão no Plenário antes do recesso parlamentar. Agora, sobre uma possível decisão, é muito provável que só em 2025.
Disputa em 2026
Enquanto isso, Romeu Zema já age como quem está de olho na disputa de um cargo na eleição de 2026. Na disputa deste ano, o governador esteve em redutos da ligados à direita — não esconde sua preferência— como em alguns locais do país para apoiar candidatos do campo conservador. Apesar de não ter definido ainda sobre possível cargo, subiu em palanques, não para pedir votos para seus apoiadores, como o prefeito Gleidson Azevedo em Divinópolis, mas para defender os seus apadrinhados políticos. Um deles, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Aliado a isso, tem aparecido muito na mídia nacional e não perde a oportunidade de criticar as políticas do presidente Lula (PT), o qual ele não "engole", e já deixou muito claro isso. Intenção para daqui a dois anos que está clara como a luz do dia.
Jogada midiática
Uma das polêmicas mais recentes, Zema criticou o aumento de impostos praticado pelo governo federal e disse que não cobraria DPVAT em Minas, mesmo sabendo que o imposto é federal e a decisão não ser de sua competência. Outra aparição e oportunidade neste sentido, ocorreu na na Cúpula do Clima, em Baku, no Azerbaijão, na semana passada, quando o governador defendeu mais um argumento da direita e disse que é contra a PEC que prevê o fim da escala 6×1. Afirmou defender a livre negociação entre empresa e funcionário, não poderia ser diferente, sendo empresário com centenas de funcionários. Foi mais longe: disse que em um evento com empresários que a falta de mão de obra no setor de comércio e varejo tem relação com grande número de pessoas recebendo Bolsa Família. Total desconhecimento de como funciona o programa, ou uma forma de cutucar de novo o governo federal?
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