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Em ruínas

Em ruínas

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“PF diz que plano de execução de Lula e Alckmin foi discutido na casa de Braga Netto em 2022”. Essa foi, sem sombra de dúvidas, uma das notícias mais comentadas ontem. Além de estarrecer, as revelações sobre a trama causam uma verdadeira indigestão e revela o quão perto o Brasil esteve de viver um dos maiores horrores de sua história. 

Engana-se quem acha que somos o país da esperança e do amor. Ilusão. Utopia. Balela. A cada revelação, declaração pública, ataque e atentado, uma certeza: o Brasil é o país do ódio, junto ao amadorismo e à hipocrisia. Uma nação em desenvolvimento dá passos cada vez mais largos rumo ao retrocesso. E não há nada a ser feito: apenas sentar, esperar e seguir colhendo os frutos amargos dos discursos de ódios feitos, aliado às fake news, que “tacaram o terror” em boa parte da população. Na semana seguinte ao atentado cometido por Francisco Wanderley Luiz, a notícia do encontro ocorrido em 12 de novembro de 2022 sela o cenário caótico. 

É uma indigestão sem precedentes assistir a tudo isso. Não é possível determinar o que ou quem é pior. O Brasil se arrasta cada vez mais para a lama. O pior de tudo é que talvez não tenha volta. Afinal, as constatações oficiais são as piores possíveis: os grupos extremistas estão ativos. Não tem escapatória, os frutos de tanto ódio destilado por tanto tempo estão aí, prontos para serem colhidos. 

Quem não se preocupa com esse cenário ou não se comove está do lado errado da trincheira. Pois, é impossível ver tudo isso e minimamente não se preocupar. Planos de assassinatos, ataques, fake news, ódio, polarização, em meio à pobreza, à fome, ao caos da saúde pública, da educação, da segurança pública, dos problemas rotineiros do país. Definitivamente, não tem como sequer sonhar que o Brasil um dia será uma nação desenvolvida. O seu próprio povo não deixa e, claro, junto aos governantes. Se fosse possível voltar no tempo, hoje você leitor não imaginaria que testemunharia um cenário como esse. O Brasil está em ruínas. 

O que é mais indigesto é saber que tudo isto foi e é financiado por quem deveria estar trabalhando para que o país se desenvolvesse. Mas não. Por aqui, o que importa são os interesses próprios. Esta é apenas uma em meio a tantas outras provas de que o país está em franco declínio. A única saída é sentar e aguardar o próximo ataque, a próxima revelação indigesta, em meio ao caos cotidiano ao qual os brasileiros se acostumaram. 

Não tem muito o que ser feito. O plantio foi feito, e agora é só esperar a colheita dia após dia. A decadência chegou, e com tudo. Hoje, há apenas o caminho da espera pelo próximo fruto, pela próxima revelação, pelo próximo ataque. Afinal, por aqui estamos, em ruínas. O Brasil perdeu-se há muito tempo, e talvez não exista um caminho de volta, apenas de ida.

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