Servidores municipais de Bambuí iniciam greve geral contra extinção de cargos

Da Redação
Os setores da administração municipal de Bambuí iniciaram paralisação na última terça-feira, 24, primeiro dia da greve geral convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram). A mobilização é uma resposta à sanção da Lei Complementar 001/2025, que extingue aproximadamente 90% dos cargos efetivos na Prefeitura sem reposição prevista.
De acordo com o Sintram, a lei foi aprovada e sancionada sem diálogo com a categoria e sem estudos que garantam a continuidade dos serviços públicos. Servidores da educação, saúde, obras, transporte e outros setores se concentraram em frente ao Paço Municipal ao longo do dia, protestando contra a ação.
Impacto nos serviços
A paralisação afetou diretamente a rotina de milhares de moradores:
Educação: todas as escolas e creches da zona urbana não funcionaram;
Obras e transporte: atividades foram suspensas integralmente;
Saúde: funcionamento com contingente mínimo, assegurando atendimentos de urgência e emergência, conforme determina a Lei de Greve (Lei 7.783/1989).
O sindicato afirma que a greve segue sem prazo definido para encerramento e será mantida até que a Prefeitura inicie negociações e reavalie a nova legislação.
Negociação pendente
A direção do Sintram informou que a Prefeitura foi oficialmente notificada sobre a greve e sobre o pedido de abertura de negociação dentro de um prazo de 72 horas, que expirou sem retorno do Executivo.
O presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, afirmou em entrevistas concedidas a veículos de comunicação da região que o Executivo municipal estaria priorizando a organização da visita do governador Romeu Zema, marcada para o dia 29 de junho, em detrimento da resolução da crise com os servidores.
— Este desmonte e descaso do prefeito Firmino Júnior para com os servidores público é inaceitável. A greve segue firme até que o prefeito sente com o Sintram e revogue imediatamente a LC 001/2025 — afirmou.
Próximos passos
O sindicato prevê manter a paralisação e intensificar ações nos próximos dias, incluindo panfletagem nas ruas da cidade e articulação com entidades sindicais de municípios vizinhos. A intenção, segundo o Sintram, é ampliar o debate público sobre os impactos da lei na qualidade dos serviços prestados à população.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
