Sindicância apura conduta de diretora em Divinópolis

Da Redação
A conduta de uma diretora do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei), em Divinópolis, está sob investigação. A Prefeitura instaurou uma sindicância para apurar as denúncias de assédio moral contra servidores. O caso será apurado pela Comissão Permanente para Condução de Sindicância na Secretaria de Educação (Semed). O prazo para conclusão é de 30 dias.
Na Portaria, a Prefeitura cita a importância de apurar qualquer denúncia de irregularidade, assegurando aos eventuais acusados ampla defesa.
Caso
Conforme revelado em primeira mão pelo Jornal Agora, através da colunista e advogada Adriana Ferreira, os relatos são de assédio moral por parte da diretora. A cobrança é por uma atitude da Semed em relação aos ocorridos.
— Diante da omissão e do tratamento inesperado do órgão superior, a servidora desenvolveu quadro depressivo e ansioso grave, tendo sido afastada por médico psiquiatra, corroborada por médicos peritos. A servidora ficou afastada por 30 dias, retornou, foi novamente alvo de assédio e, por isso, houve novo afastamento, e ao retornar, por falta de apoio, pediu a rescisão do contrato — detalhou a advogada sobre um dos casos.
Segundo Adriana, são inúmeros os depoimentos de desrespeito, autoritarismo e intrigas.
— (...) elabora atas sem a presença dos que assinarão, acrescenta dados nas atas e depois passa recolhendo assinaturas, e os servidores, acuados, assinam por medo — acrescenta.
Aponta, ainda, que para além dos servidores, pais e membros da comunidade têm feito diversas reclamações.
Assédio moral
A advogada ressalta que a prática, caso comprovada, pode configurar violência psicológica, com uso da hierarquia de trabalho para constranger os servidores.
— Nos casos acima, temos o assédio moral vertical descendente que ocorre quando um superior hierárquico assedia um funcionário de hierarquia inferior. O assédio moral pode causar danos físicos e psicológicos, como: dores generalizadas, estresse, alteração do sono, palpitações, irritabilidade, hipertensão arterial, isolamento, crises de choro, depressão, síndrome do pânico — destacou.
Ainda de acordo com ela, o caso alerta para casos dessa natureza no ambiente profissional.
— Resumindo, trata-se de uma violência perversa no cotidiano escolar, onde o diretor abusa de seu poder diretivo para agredir a personalidade e a dignidade de seus subordinados, mediante atitudes autoritárias, desumanas e vexatórias. Em pleno século XXI! — ressaltou.
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