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Saúde

Sintram impetra mandado de segurança para impedir transferência de servidores da UPA de Divinópolis

Por Portal Agora
Sintram impetra mandado de segurança para impedir transferência de servidores da UPA de Divinópolis

Da Redação

Desde que se efetivou a decisão de transferência dos servidores da UPA, o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram) vem travando uma batalha contra Prefeitura para garantir a permanência da categoria na unidade.

O secretário municipal de Saúde, Amarildo Sousa, em recente declaração, afirmou que os servidores não fizeram concurso para exercer suas atividades especificamente na UPA e que devem prestar serviços nos locais designados pela Semusa.

Diante dessa postura, o Sintram impetrou na tarde de segunda-feira, 8, um mandado de segurança coletivo na Vara de Fazendas Públicas e Autarquias, visando garantir a
permanência dos servidores na unidade.

De acordo com o vice-presidente do Sintram, Wellington Silva, o sindicato não vai recuar para tentar impedir a transferência dos servidores, diante do início do processo de terceirização da UPA.

— O Sintram não aceita que os servidores lotados na UPA sejam tratados como se fossem objetos descartáveis. São profissionais com experiência e que dedicaram praticamente toda sua vida profissional aos serviços naquela unidade. Vamos até as últimas consequências para garantir o direito dos servidores previsto nas diretrizes aprovadas na última conferência municipal da Saúde — afirmou.

Na sexta-feira, Wellington Silva tem um encontro com o procurador geral do município, Wendell Santos, e, entre outros assuntos, fará nova tentativa de reverter a situação.

Despesas

Enquanto a Prefeitura firma posição de manter a transferência dos servidores da UPA em nome de uma possível economia, por outro lado, o município continuará bancando uma série de despesas na unidade, mesmo após a entrega da administração para a nova gestora.

Conforme previsto nas disposições finais do edital de licitação, "as despesas com gases medicinais, telefonia fixa, água, energia elétrica e coleta de lixo, serão de responsabilidade integral do município".

A justificativa é de que essas despesas continuarão a ser pagas pela prefeitura "em função de convênios e contratos próprios já estabelecidos sem nenhum ônus para a OS".

— Essa justificativa para a Prefeitura continuar bancando despesas que deveriam ser obrigações da gestora, não se sustenta, uma vez que há ferramentas legais que poderiam ser utilizadas para transferir os contratos e convênios para a responsabilidade da Organização Social que vencer o processo licitatório — informou o sindicato.  

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