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Polícia

Suspeito de furtos utilizava identidade de vigilante ao ser preso em Divinópolis

Por Bruno
Suspeito de furtos utilizava identidade de vigilante ao ser preso em Divinópolis

Vítima é natural de Itaúna e morava em Brasília há quase dez anos

Ígor Borges

Um caso inusitado veio à tona em Divinópolis nesta terça-feira, 19. O vigilante Cleiton Capetinga Ribeiro, que veio à cidade para fazer a reciclagem da profissão, recebeu a notícia que uma documentação falsa com seu nome era utilizada por outra pessoa que cometeu diversos furtos na cidade.

Entretanto, Cleiton residia em Brasília nos últimos anos. Ao Agora, a vítima, natural de Itaúna, explica que há diversas comprovações de que estava no Distrito Federal nas datas dos crimes cometidos pelo verdadeiro autor.

Entre as ações criminosas, estão furtos a uma conveniência e a um supermercado. O suspeito ainda tem passagens por furto qualificado em uma casa no Centro de Divinópolis.

Vítima

Cleiton residia em Brasília só que desejava voltar a Itaúna. Como a profissão de vigilante necessita de uma regulação periódica, ele solicitou sua certidão criminal negativa. Mas descobriu que sua documentação estaria envolvida em diversos furtos em Divinópolis.

— Chegando no Fórum fiquei sabendo que meu nome tava como se eu fosse preso em flagrante, o que nunca aconteceu. Daí descobri que alguém estava usando um RG de quando eu morava em Minas há dez anos e cometeu uns furtos com o meu nome — explica.

Cleiton afirma ainda que possui provas de que estava atuando na área da vigilância em Brasília durante esse período. 

— Tenho como comprovar que eu estava lá. A empresa em que eu trabalhava, tem as folhas de ponto que eu assinava, tenho testemunhas que trabalharam comigo e várias pessoas que podem comprovar que eu estava lá na data dos ocorridos — revela

Ele ainda enfatiza que quer resolver a situação o quanto antes.

— Agora estou tentando resolver isso para poder fazer minha reciclagem e ficar tranquilo. Ficar com a cabeça tranquila, porque eu nunca cometi nenhum crime. Nunca fiz nada — finaliza.

A defesa de Cleiton enviou suas fotos para a diretoria do Floramar, que confirmou que trata-se de duas pessoas diferentes.

Crimes cometidos pelo suspeito que utilizava a documentação de Cleiton:

Furto em supermercado

O primeiro dos crimes teria ocorrido em setembro de 2021, quando o suspeito foi flagrado por câmeras de segurança de um supermercado no bairro Santa Clara. Ele foi visto colocando duas peças de picanha em sua mochila. Os itens totalizaram R$ 242,49.

Após passar pelos caixas sem realizar o pagamento, o suspeito foi abordado por funcionários do supermercado ao tentar deixar o local. Durante a abordagem, ele agrediu um dos funcionários com socos e chutes. A agressão ocorreu enquanto ele tentava escapar antes da chegada da polícia. 

A polícia foi acionada e o suspeito foi preso em flagrante.

Furto em casa

Outro crime ocorreu em dezembro de 2022, na rua Coronel João Notini, no Centro de Divinópolis. Cleiton foi acusado de furtar objetos de uma casa que estava em reforma.

De acordo com a denúncia, o suspeito pulou o muro do imóvel e arrombou as portas da casa. Durante a invasão, ele arrancou fiações elétricas e furtou diversos objetos, incluindo ferramentas e materiais elétricos, que foram colocados em uma mochila. 

Porém ele foi pego no local e preso em flagrante pela PM. A ação foi classificada como furto qualificado.

Conveniência

A polícia registrou outro crime, desta vez, no dia 14 de maio de 2022. No caso, ele foi preso em flagrante por furto em uma loja de conveniência de um posto de gasolina, sendo flagrado por câmeras de segurança.

Segundo o boletim policial, o proprietário da loja recebeu um alerta do sistema de monitoramento por volta das 3h da madrugada. Ao chegar ao local, ele e um funcionário da segurança encontraram indícios de arrombamento. 

O suspeito foi visto saindo com duas sacolas pretas e, ao ser abordado pela polícia, tentou fugir em um táxi. Os policiais conseguiram interceptar o veículo e recuperar parte dos produtos furtados.

Os itens recuperados incluíam:

  • 12 unidades de cerveja Brahma duplo malte (R$ 42)
  • uma caixa de Skol pilsen (R$30)

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