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Wagner Penna

Verão em Milão

Por Bruno
Verão em Milão

Bloco de moda - Wagner Penna

A Semana de Moda de Milão lançou em setembro, as coleções femininas Spring Summer 2026. O debut do estilista Demna Gvasalia  na Gucci foi o ponto alto, marcado por mistura de irreverência e glamour clássico. A Jil Sander trouxe a estreia minimalista de Simone Bellotti e a Bottega Veneta iniciou a fase sob comando de Louise Trotter. Eventos paralelos reforçaram temas de sustentabilidade com o Sustainable Fashion Awards e inclusão com o projeto 48 Break to Be. A feira Milano Fashion&Jewels valorizou acessórios e joias. Homenagens a Giorgio Armani marcaram a atmosfera da semana. No geral, Milão reafirmou-se como vitrine do luxo em transição, entre herança e inovação, entre moda e cultura, com forte apelo internacional.

O público internacional marcou presença, incluindo compradores e imprensa de todas as partes do mundo. As passarelas foram montadas em locais icônicos da cidade, como Palazzo Serbelloni e Fondazione Prada. O Cinemoda Club trouxe filmes que dialogam com a estética das coleções. As tendências apontaram para a alfaiataria leve, volumes arquitetônicos e cores neutras em contraste com toques vibrantes. Milão mostrou-se novamente como centro estratégico no calendário global da moda.

VAIVÉM

  • O lançamento da nova coleção de Ricardo Almeida marca uma virada no posicionamento da grife masculina paulistana. A coleção aposta em cortes mais modernos, tecidos tecnológicos e leveza no caimento.O estilista busca, agora, ampliar o alcance para além do executivo tradicional. Peças casuais sofisticadas entram em destaque, mantendo a alfaiataria como base.

O movimento sinaliza renovação da marca, após três décadas de consolidação.

  • A chegada da H&M ao Brasil, em 2025, não abalou marcas já consolidadas no fast fashion — como Renner, Riachuelo e C&A e Marisa mantiveram suas posições de liderança no varejo. Essas empresas têm capilaridade nacional e forte adaptação ao gosto local.O público brasileiro segue valorizando tanto o preço acessível quanto a moda autoral.Assim, o impacto da H&M foi mais simbólico do que efetivo no mercado.
  • PONTO FINAL: a revista Vogue Brasil completou meio século de circulação.O título foi trazido dos EUA ao país, em 1975, por Luís Carta, em parceria com a Condé Nast. Hoje é uma joint-venture com o grupo Globo. A publicação revolucionou a moda nacional ao estabelecer padrões internacionais. Seus editoriais ajudaram a projetar modelos e estilistas brasileiros no cenário global.

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