Vereador defende regras contra publicidade de casas de apostas

Da Redação
O vereador Wesley Jarbas (Republicanos-MG) defendeu durante seu pronunciamento nesta terça-feira, 27, na reunião da Câmara, a regulamentação das publicidades de casas de apostas. Em seu discurso, manifestou-se “totalmente contrário” às apostas esportivas, regulamentadas no Brasil.
Críticas
Para o parlamentar, esse comportamento vai contra seus valores.
— Um cristão católico não pode admitir qualquer tipo de jogo de azar — ressaltou.
Jarbas aproveitou para citar as consequências das apostas, especialmente a dependência e o consequente endividamento de famílias. Como medida, defendeu a regulamentação “severa”, principalmente das propagandas. Para sustentar seu argumento, mencionou reportagem do Estadão sobre a queda de produtividade e demissões no mercado de trabalho em razão do vício.
— É um vício pelo qual muitos trabalhadores têm perdido seus bens — justificou.
Em sua fala, cobrou mais ação do Congresso Nacional para a aprovação de regras mais rigorosas.
— Muitas famílias têm se destruído cada vez mais — concluiu.
Conscientização
A advogada Adriana Ferreira é idealizadora, em Divinópolis, de uma campanha contra as apostas. A ideia surgiu após conversas com o Jornal Agora e o promotor da Vara da Infância e da Juventude, Casé Fortes. Segundo ela, são muitos os relatos de famílias prejudicadas pelo envolvimento em apostas. Em um dos relatos, compartilhou Ferreira, o de uma mãe que apostava o dinheiro recebido através do auxílio federal, colocando em risco a alimentação dos filhos.
O objetivo é conscientizar as pessoas sobre os riscos das jogatinas.
— É um problema da sociedade, está acima de qualquer questão político-partidária — destacou.
Em sua avaliação, a questão envolve ao menos três pilares: Educação, Saúde e Segurança Pública. No primeiro, cria o vício em jovens e atrapalha o desenvolvimento escolar. Já no segundo, leva à depressão e ao risco de autoextermínio em razão, especialmente, do endividamento. Além disso, pode levar pessoas a se envolver com a criminalidade, como agiotagem, para sustentar a dependência.
— O endividamento está envolvendo jovens e pais de família, que se envolvem com agiotas, sem falar aqueles que fazem acerto nas empresas, vendem férias, pegam o FGTS para sustentar os vícios. Há casos, ainda, de quem vende o único imóvel que possui para pagar dívida de jogo — relatou.
Adriana Ferreira coordenou uma audiência na Câmara e trouxe convidados especialistas no assunto para exporem os perigos que esperam por quem se vicia nesse tipo de jogo. No entanto, poucas famílias compareceram, mesmo o vício tendo causado tanto estrago na cidade.
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