Lista de grupo de extermínio tinha nome de senador mineiro

Da Redação
Cinco mandados de prisão preventiva foram cumpridos em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso na manhã de ontem. A Polícia Federal (PF) também cumpriu quatro mandados de monitoramento eletrônico e seis mandados de busca e apreensão. A operação Sisamnes investiga os possíveis mandantes e eventuais coautores do homicídio de advogado em 2023, em Cuiabá (MT).
A suspeita é a existência de uma organização criminosa responsável por crime de espionagem e assassinatos por encomenda. O grupo se autodenominava Comando C4 - Comando de Caça e Comunistas, Corruptos e Criminosos, composta por civis e militares.
Segundo as informações, o grupo cobrava R$ 250 mil para monitorar e matar ministros do STF, R$ 150 mil contra senadores e R$ 100 mil contra deputados. A tabela foi encontrada na casa de um coronel do Exército, preso por suspeitos de liderar a organização.
Rodrigo Pacheco
Dentre as anotações apreendidas, o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ainda não está claro se ele estava apenas sendo monitorado ou se também seria alvo de uma tentativa de homicídio. O ex-presidente do Senado manifestou seu repúdio ao caso.
— Externo meu repúdio em razão da gravidade que representa à democracia a intimidação a autoridades no Brasil, com a descoberta de um grupo criminoso, conforme investigação da Polícia Federal, que espiona, ameaça e constrange, como se o país fosse uma terra sem leis — comentou.
Reforçou, ainda, sua confiança na Justiça.
— Que as autoridades competentes façam prevaceler a lei, a ordem e a competente investigação sobre esse fato estarrecedor trazido à luz — publicou.
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