2025 se encerra com os mesmos problemas da saúde

Da Redação
Entra ano, sai ano, e a história segue a mesma. 2025 se encerrou com os mesmos problemas na saúde em Divinópolis. Filas para cirurgias eletivas, superlotação da UPA e filas de atendimento. O problema é um velho conhecido. O Hospital Regional, promessa há mais de uma década, segue sem conclusão. Apesar dos avanços realizados neste ano, o clima ainda é de incerteza.
É hora de conferir o resumo da saúde em 2025!
Hospital Regional
A unidade iniciou o ano na expectativa de ser convertida em um hospital-escola, administrado pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Na visão de gestores públicos, essa transição asseguraria um serviço integralmente gratuito via SUS, além de fomentar a especialização acadêmica e potencializar a assistência médica em todo o Centro-Oeste mineiro.
Cessão de terreno
O ponto central das discussões em 2025 foi o plano de transferir a propriedade da área para a UFSJ. Essa manobra jurídica permitiria que a universidade, em parceria com a Ebserh, assumisse a operação da unidade. Embora a Assembleia Legislativa (ALMG) tenha dado sinal verde ao projeto, a cúpula da UFSJ manifestou preocupação: caso a burocracia e a documentação da doação não sejam finalizadas com agilidade, a inauguração prevista para 2026 pode sofrer atrasos, mantendo o impasse sobre o início das atividades.
Articulação
O cenário foi marcado por intensos confrontos de ideias. De um lado, lideranças municipais e regionais sustentavam que a entrega do patrimônio à universidade era o único caminho para viabilizar o hospital. De outro, o Executivo Estadual cogitou incluir o complexo hospitalar como ativo em negociações de dívidas públicas (Propag). Essa possibilidade enfrentou forte resistência da oposição e desencadeou movimentos populares em defesa da gestão federalizada.
Estágio das obras
No canteiro de obras, os trabalhos caminham para a etapa de conclusão. Agora, as atenções se concentram nos prazos legais para a formalização da doação, o estabelecimento do contrato com a Ebserh e o recrutamento de pessoal. O objetivo final é garantir que o hospital saia do papel e passe a oferecer suporte efetivo aos pacientes de Divinópolis e cidades vizinhas.
UPA
A Unidade de Pronto Atendimento viveu momentos críticos ao longo do ano. Em maio, a UPA operou com 150% de sua capacidade. Setores como a pediatria chegaram a registrar 200% de lotação, forçando transferências de bebês para cidades a mais de 300 km de distância, como Governador Valadares.
Em setembro, uma medida polêmica tomou os noticiários. A gestão da UPA suspendeu a emissão de atestados médicos de rotina para "evitar a banalização" e focar os recursos em atendimentos de urgência real.

Ranking
Divinópolis alcançou a 8ª posição no Brasil em "Acesso à Saúde", de acordo com o Ranking de Competitividade dos Municípios. A cidade subiu 40 posições nesse pilar, destacando-se pela cobertura vacinal e atendimento pré-natal. No entanto, o mesmo ranking apontou uma queda na "Qualidade da Saúde", evidenciando que, embora o cidadão consiga entrar no sistema, o tempo de espera e a resolução ainda são gargalos.
Dengue
Embora não tenha havido uma epidemia explosiva como em anos anteriores, os números foram persistentes. Até meados de dezembro de 2025, o balanço registrou quase 4 mil notificações e 2,3 mil casos confirmados. Nenhuma morte foi confirmada por dengue, mas 5 óbitos ainda seguiam sob investigação até o fechamento deste ano. Os bairros Centro, Bom Pastor e Santa Rosa foram os mais afetados.
Agiliza+
No fim do ano, a Prefeitura de Divinópolis lançou, em parceria com o Cis-Urg Oeste, o programa “Agiliza + Saúde - Menos espera, mais saúde”. O objetivo é realizar mais de 30 mil procedimentos em até quatro meses com o investimento de R$ 4 milhões. O projeto inaugura um novo fluxo de atendimento que integra serviços, moderniza práticas, reduz o tempo de espera e coloca o usuário no centro do cuidado.
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