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Economia

Abertura comercial é nociva para economia, diz Fiemg

Por Portal Agora
Abertura comercial é nociva  para economia, diz Fiemg

Pablo Santos

A abertura comercial proposta pelo Governo Federal deixou as entidades das indústrias preocupadas. A concorrência desleal dos produtos estrangeiros é apontada como o principal entrave. Entidades afirmam ainda que a União não fez nenhuma consulta aos órgãos representativos do setor.

Para a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a abertura comercial, quando feita de forma unilateral, é extremamente nociva para a economia brasileira.

É preciso avançar com acordos comerciais internacionais, com amplo diálogo, permitindo a concorrência leal entre os produtos nacionais e estrangeiros. É fundamental, também, levar em conta os custos ocultos, que só existem no Brasil e oneram a produção da indústria em nosso país — afirma o presidente do grupo, Flávio Roscoe.

Para o líder industrial, os custos ocultos, uma série de encargos e obrigações acessórias que só existem no Brasil, tornam a concorrência com produtos estrangeiros desleal para a indústria brasileira.

Por isso, devem ser combatidos, para que possamos competir dentro e fora do país, mostrando a força do setor produtivo nacional — afirma.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o corte abrupto médio de 50% nas tarifas de importação, uma proposta em discussão no governo, reduziria o Produto Interno Bruto (PIB) de, pelo menos, dez dos 23 setores industriais até 2022.

A proposta apresentada pelo Brasil aos parceiros é de um corte acima de 50% do imposto, dependendo do produto.

Impacto

A CNI reclama que o governo não consultou o setor privado sobre a proposta e também não fez análise de impacto regulatório sobre a medida.

Além disso, a entidade alega que o plano não tem sincronia com outras medidas voltadas à ampliação da competitividade da economia e da indústria.

A CNI alertou também que a redução das tarifas de importação aumenta a concorrência dentro do mercado brasileiro em um momento de baixo crescimento da economia e alto desemprego.

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