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Economia

Abril chega com mais um reajuste dos medicamentos

Por Portal Agora
Abril chega com mais um  reajuste dos medicamentos

Jorge Guimarães

 

As contas devem ficar mais altas para os brasileiros que tomam algum tipo de medicação, especialmente os remédios de uso contínuo, ou mesmo para quem compra de forma aleatória. Os novos valores começam a ser cobrados a partir do próximo mês.  A alta será entre 5,6% e 7%, acompanhando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O percentual é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cimed), órgão ligado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O aumento, porém, não deve chegar de imediato ao consumidor, se levado em conta os estoques das farmácias e a livre concorrência de mercado. 

No caso de Divinópolis, onde se tem, na área central, uma farmácia em cada esquina, o recomendável, segundo os órgãos de defesa do consumidor, é pesquisar as melhores ofertas dos medicamentos utilizados, pois o reajuste pode ser repassado pelas farmácias de uma vez ou não, dependendo da estratégia de mercado de cada rede. 

— Levando em conta sua reposição de estoque e das estratégias comerciais, devido a grande concorrência, o aumento pode ser repassado de uma vez ou não — disse o gerente de uma farmácia no Centro,  Hyago Saldanha Maciel Silva. 

 

Concorrência

 

Ninguém gosta de aumentos e muito menos de comprar mais caro.

— Agora não é só no Centro a aglomeração de farmácias, aqui na região dos shoppings pode-se dizer que tem uma farmácia em cada quarteirão. E olha que são pontos de vendas de bandeiras diferentes, mas pertencentes ao mesmo grupo. Por isso, pesquiso no Centro, e aqui perto de casa, só depois faço a compra — conta o empresário Juvêncio Quadros.

Já o aposentado Carlos Marcelo dos Santos, já sabendo dos aumentos anuais, faz um pequeno estoque em casa, para se prevenir.

— Como utilizo medicamentos há anos, já sei que eles sobem em abril. Por isso, já compro um pouco a mais para deixar de estoque. Mas aqui, neste estabelecimento, como sou cliente preferencial, ainda tenho algumas vantagens a mais, que no final, valem muito a pena — pontuou.

 

Impacto

 

O aumento será sentido, principalmente, no orçamento familiar de muitos brasileiros que utilizam medicamentos mensalmente.

— O aumento em si vai pesar mais no orçamento familiar do que no geral, em relação à inflação. E a recomendação para o consumidor é a de sempre: pesquisar antes de comprar . Utilizar-se também dos remédios gratuitos do Programa Farmácia Popular e dos genéricos, é uma ótima forma de aliviar o bolso — alerta o economista, Leandro Maia.

 

Sentir o peso no bolso é o que preocupa a aposentada Maria Rosa Martins, que faz uso de medicamentos regularmente.

— Uso remédios há anos, e todo abril chega com a triste notícia dos aumentos dos remédios. Devido a minha idade, venho tomando uma série de medicamentos nos  seis anos. Assim já estou acostumada em pesquisar preços e peço até o desconto dado pelo laboratório e, se não consigo, vou ligando em outras farmácias. Por exemplo, eu tomo o anticoagulante Xarelto, que custa em média, em torno de R$ 280 uma cartela com 28 comprimidos. Realizando minhas pesquisas ele cai até uns R$ 260, que já é uma boa diferença. Minha média de gasto com medicamento por mês, cheta a R$ 500.

 

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