Academia Marial

No último fim de semana, particularmente no dia 15, participamos da 30ª Assembleia-Geral da Academia Marial de Aparecida (AMA), da qual somos membros. Essa foi a primeira reunião do Sodalício após pandemia e pôde-se notar que os presentes estavam realmente ávidos em se encontrar, pois, afinal, nada melhor do que o contato físico, ter a oportunidade de abraçar, de apertar as mãos.
A Assembleia foi realiza na Sala “Zilda Ribeiro”, que fica ao lado das Confissões, no subsolo da Basílica do Santuário Nacional. A acolhida foi de responsabilidade do diretor da AMA, padre José Ulysses da Silva e, em seguida, a abertura pelo arcebispo de Aparecida e chanceler da Academia Marial, Dom Orlando Brandes. Devido a imprevistos na agenda, padre Eduardo Catalfo, reitor do Santuário e presidente da AMA, não pôde comparecer.
A pauta da Assembleia se desenvolveu com palestra da associada Célia Soares de Sousa sob o tema: “Os próximos passos de uma Igreja Sinodal”, dois momentos de coffee break, almoço, apresentação da Associação Brasileira de Mariologia, atividades atuais da AMA e propostas para o futuro, visita guiada pelo Santuário, celebração eucarística, visita à sede da AMA e canto de parabéns, já que a instituição completava 38 anos.
A Academia Marial de Aparecida, sediada no 11º andar da Torre do Santuário, é uma associação que tem por objetivo o cultivo e o desenvolvimento teórico e prático da devoção à Padroeira do Brasil, por meio do conhecimento teológico, evangelizador e pastoral, auxiliado por outros instrumentos de pesquisa e de desenvolvimento sobre Nossa Senhora. Possui uma biblioteca especializada em Mariologia, contendo mais de três mil livros.
Além de receber pesquisadores e demais pessoas interessadas em aprofundar a fé na Mãe de Deus e de todos aqueles que a amam, a AMA promove anualmente um Congresso Mariológico, semanas mariológicas e bíblico-mariológicas, cujos conteúdos são compartilhados no Youtube, Facebook e Instagram.
Vale ressaltar que a Mariologia é uma disciplina teológica que estuda Maria em seu lugar no plano salvífico, sua relação com a comunidade e sua importância para a Igreja. O estudo mariológico deve ser sobretudo bíblico, cristocêntrico (Jesus é o centro), pastoral, evangelizador, eclesiológico e ecumênico. Portanto, a devoção a Nossa Senhora não encerra em si, mas aponta para o seu Divino Filho, porque ela nos recomenda cotidianamente: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. E Jesus, por sua vez, nos recomenda com ênfase: “Amais a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo".
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