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Adriana Ferreira

Ana Elisa: a nova piada do PT

Por Adriana Ferreira · Colunista· 4 min de leitura
Ana Elisa: a nova piada do PT

A mais jovem deputada federal mineira, fenômeno das redes sociais, que conquistou mais de 500 mil votos e, segundo a militância petista, será a base da renovação e resistência da esquerda na Câmara Federal no quadriênio 2027/2030: Ana Elisa. Mas será? Vejamos: nascida em Divinópolis, filha da educadora Maria Emília, professora concursada da rede pública e militante de causas sindicais e sociais ligadas à educação; e de Warlley Zulu, empresário, ex-administrador do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Carmo do Cajuru, ex-presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário do Bairro Nossa Senhora do Carmo, presidente da Associação Mineira de Estudo da Arte Capoeira, mestre de capoeira e candidato a vereador em 2016 pelo PT, partido que acolheu Ana Elisa após passagem pelo PV, a convite da vereadora Kell Silva (PV). Vencedora, deveria ter se recolhido para avaliar a vitória e seus desafios. Seria o ápice da honra aos ensinamentos da mãe. Mas não! Além do pecado capital da ira, pois suas postagens vão além do inconformismo, Ana Elisa, ao aceitar o convite do presidente Lula (PT), somou mais um pecado: a soberba, considerada pela tradição judaico-cristã e pela filosofia moral clássica a raiz de todos os pecados. Aí desandou tudo! Virou piada além-fronteiras, pois o povo pode não ter memória, mas as redes sociais, sim, e o escrito aplaudido de hoje vira a cova de amanhã. A jovem parlamentar experimentou isso da pior forma e continua experimentando, pois, ao se valer das redes sociais para espalhar mentiras sobre o candidato Flávio Bolsonaro (PL), está colecionando processos. O pior é que nem percebe que, para caber, tornou-se marionete do PT. Até rimou! Oremos!

Como é que é?

Convidada para integrar a coordenação da campanha virtual do presidente e candidato à reeleição, Lula da Silva (PT), a jovem correu para Brasília para admirar o branco e cidadão italiano Lula. Janja foi contra e deveria ter sido ouvida. Afinal, “Lulinha paz e amor” não combina com “odeio branco”, “olha, branco me dá um ódio”. A hipocrisia? Após ser demitida da equipe, concedeu entrevista na capital mineira ao lado do branco Rogério Correa (PT) e de outros brancos do partido. Não se viu um único preto, nem Macaé Evaristo (PT), também eleita deputada federal, foi prestar solidariedade. Deve ser muito chato ter que se valer dos odiados num momento desses. Esta colunista sentiu falta de posts como: “Odeio ter que trabalhar para eleger branco e me valer de branco para me defender.”

A Coreia do Norte é aqui?

Ana Elisa é um fenômeno das redes sociais e, graças a elas, teve espaço, teve voz e as usou como divã para lidar com suas feridas não curadas (08/06/2022, 19h44min, e 25/11/2023, 17h06min, rede X). Tem milhões de seguidores, conquistou mais de 500 mil votos e se elegeu deputada federal. Também escreveu “a primeira mulher preta eleita aos 21 anos”. Em entrevista ao G1 (Globo), disse que deve às redes sociais o resultado das urnas e que, mesmo como estagiária e estudante de Direito, dedicava tempo aos debates na internet, onde construiu uma rede de apoiadores e conquistou doações para a campanha. Ana Elisa afirmou: “Eu devo este resultado nas urnas ao meu esforço, à minha persistência, mesmo com tantos impasses, mesmo com tantas pessoas que me prejudicaram no espectro político, eu continuei ativa, persisti muito, devo à minha construção nas redes sociais”. Também recebeu doações por vaquinha virtual. Mas espere aí: em 10/01/2025, às 13h49min, na rede X, postou: “pois eu já não vejo a hora do Xandão bloquear, Instagram, Facebook, e WhatsApp, por favor, Torne real!”. Ana Elisa disse isso em uma rede social. Se Xandão a tivesse ouvido, quem seria ela na fila do pão? Isso é cuspir no prato em que come ou defender que as redes sociais sejam fechadas para a oposição e abertas somente à esquerda, apesar de serem fruto do odiado capitalismo? Ou seria criada a versão tupiniquim da Kwangmyong (Coreia do Norte), com acesso para poucos? É contradição ou hipocrisia, marca registrada do partido pelo qual foi eleita?

Alex Diniz ou Wandinho?

Sobre Alex Diniz, paira a suspeita de envolvimento em uma chacina ocorrida em abril passado no Amazonas, na Gleba Recreio de Santo Antônio, área de conflito agrário entre Lábrea e Boca do Acre. Três mortos. Segundo um dos executores, o mandante seria Moisés, filho de Alex Diniz. Quanto a Wandinho, sempre comprometido com o bem-estar social, seja pela filantropia, seja por atos em prol da segurança pública (a existência do Posto Policial na rua Pernambuco é obra dele, e a reforma dos outros postos também contou com sua ajuda; falamos sobre a mudança da Depol na coluna da semana passada), seja como homem religioso ou empresário gerador de empregos, nunca teve seu nome e o de seus familiares envolvidos em escândalos. Cá entre nós, Wandinho Sousa é quem melhor traduz os interesses do povo mineiro. Nunca esteve tão fácil decidir quem deverá ocupar a vaga deixada pelo governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos).   

Anistia, a nossa esperança


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