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Anistia

Anistia

No dia 30 de março, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) reuniu 5.500 pessoas na avenida Paulista ou 6.600 pessoas, conforme a revista esquerdista Carta Capital,  contra o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Seis dias depois, o ex-presidente Bolsonaro (PL) reuniu quase 60 mil pessoas ou 44,90 mil segundo a USP, a favor da anistia. Não importa! O que se tem é que a manifestação pró-anistia reuniu no mínimo oito vezes mais pessoas do que a contra. Bravo! Bravíssimo!

Domingos Sávio

O deputado federal e presidente estadual do PL participou ativamente do ato ao lado do ex-presidente Bolsonaro e outras lideranças e ratificou seu compromisso com as garantias e direitos fundamentais. Divinópolis compareceu em peso e o ovacionou. A depender da torcida divinopolitana, no próximo pleito a Princesa do Oeste poderá vir a ter seu segundo senador da República.  Aplausos, de pé!

The book is on the table

Em inglês macarrônico,  o ex-presidente Bolsonaro (PL) deu o seguinte recado ao mundo “Popcorn and ice cream sellers sentenced for coup d’État in Brazil” que  em tradução livre quer dizer “Vendedores de pipoca e sorvete condenados por tentativa de golpe de Estado no Brasil”. A pronúncia virou meme e Bolsonaro citou a entrevista que o técnico Joel Santana concedeu na África do Sul em 2010,  durante a Copa das Confederações, torneio teste para a Copa do Mundo de 2010. Segue o link https://www.youtube.com/watch?v=BNUK82rs2yw. É diversão garantida!

Piada pronta

Se Bolsonaro (PL) garante risadas, o atual presidente também não deixa por menos. Lula (PT) passou a usar um boné com a seguinte frase: “O Brasil é dos Brasileiros”. Em 2010, quando José Serra (PSDB) enfrentou Dilma Roussef (PT) nas eleições gerais, sua campanha foi embalada pela frase: “O Brasil não é do PT, o Brasil é dos Brasileiros”. Lula levou 15 anos para aprender e certamente levará, no mínimo,  outros 15 para entender.

Abril : mês de consciência do autismo

Segundo o neuropediatra, MD, PhD, doutor em Distúrbios da Comunicação, diretor científico do Instituto de Ensino e Pesquisa em Saúde e Inclusão Social  e fundador do Sindicato das Pessoas Pouco Sociais-SPPS, Paulo Liberalesso, o autismo tem se tornado um negócio e não tem ocorrido por acaso.  Para o especialista, “o crescimento nos diagnósticos e a comoção social em torno do TEA abriram espaço para um mercado que, em vez de acolher, USA E EXPLORA PESSOAS. Pessoas e instituições vêm enriquecendo a partir do autismo de forma DESONESTA, oferecendo serviços sem base científica, vendendo soluções milagrosas, cursos péssimos e pacotes terapêuticos padronizados (péssimos e ineficazes)”.  E continua: “Enquanto isso, a imensa maioria das crianças autistas segue sem acesso ao básico: diagnóstico precoce, equipe qualificada, tratamento individualizado e acompanhamento médico especializado! Famílias desesperadas buscam ajuda e acabam enganadas por quem LUCRA com a vulnerabilidade alheia”.

Banalização

Há um ano, no  2º Congresso Nacional Autismo em Debate que aconteceu em Francisco Beltrão/PR, o neuropediatra disse que a sociedade não pode aceitar pessoas que acham que “ter autismo é uma bênção” e  que não podemos banalizar o diagnóstico do autismo. Está dado o recado!

Saúde mental no Brasil

O Comitê de Direito das Crianças-CRC  da ONU irá avaliar a situação do Brasil  quanto à saúde mental,  e você pode colaborar diretamente com esse processo. Daniella Almeida Silva Brum,  psicoterapeuta, psicóloga, especialista em saúde do adolescente, doutoranda membro do Núcleo de Estudos sobre Famílias e Instituições Educacionais e Sociais (Nefies),  da UFRS, belorizontina de nascença e divinopolitana de coração  é cocriadora do “Relatório Adicional Saúde Mental e Direitos Humanos”, que irá auxiliar a análise do CRC. O objetivo é transformar políticas públicas. Para participar é só acessar o perfil  https://bit.ly/saudementaljuventudes. Nas enchentes que assolaram o estado do Rio Grande do Sul em 2024, Daniella Brum recusou o convite da família para retornar a Divinópolis e não somente abrigou pessoas e animais em seu apartamento, como também prestou serviços psicológicos pro bono para diversas  pessoas devastadas pela tragédia. O respeito e a admiração da coluna.

Violência de gênero na política

No dia 25/02/2021 o então presidente Bolsonaro (PL) sancionou a Lei 14.192 que alterou o Código Eleitoral. A citada lei tornou crime a violência política de gênero contra mulheres, durante eleições e no exercício de direitos políticos e prevê pena de um a quatro anos de reclusão.  Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a lei estabelece regras jurídicas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher nos espaços e nas atividades relacionadas ao exercício de seus direitos políticos. A norma também assegura a participação de mulheres em debates eleitorais e criminaliza a divulgação de fatos ou de vídeos com conteúdo inverídico durante a campanha eleitoral”. Passados quatro anos da sanção da lei, tragicamente ainda existem aqueles que visam afastar as mulheres dos espaços de poder e decisão,  promovendo toda sorte de ataques, principalmente se elas não coadunam com sua ideologia política. A deputada estadual Lohanna França (PV) e a vice-prefeita Janete Aparecida (Avante)  que o digam.

Corrigindo

Segundo a leitora Jacqueline Almeida Silva, feminista,
mãe de 5, incluindo a sensacional Daniella Brum, administradora pós-graduada em gestão de RH, discente de enfermagem, servidora pública federal lotada na UFSJ – Campus Lindu, na coluna de 27 de março último, a colunista usou erroneamente o termo “feminista”, vez que as  feministas buscam igualdade de direitos enquanto as femistas é que acreditam que a mulher deve dominar socialmente o homem e lhe negar os mesmos direitos. Obrigada pela correção.

CMEI Maria D’Alva

Após a publicação neste espaço, na semana passada, a colunista tomou conhecimento de que o Processo Administrativo Disciplinar contra a diretora Adrielle Grigoletto já está em tramitação. Aguardemos e oremos!

Pode isso, senhores peritos autárquicos?!

Faxineira com paraparesia, deambulando com auxílio de andador, e com ataxia sensitiva de caráter permanente foi considerada apta para o exercício da função. Como? Só os peritos do INSS podem responder! Vale dizer que antes da sanção da Lei 13.064, de 30 de dezembro de 2014, pela então presidente Dilma Roussef (PT), maiores de 60 anos aposentados por invalidez eram submetidos a perícia a encargo do INSS. Uma senhora idosa, mais de 70 anos de idade, cinco AVC’s, acamada havia mais de 10 anos, totalmente dependente, foi considerada apta para o trabalho rural, ou seja, braçal. Frise-se que a referida senhora foi levada ao INSS de ambulância. Será que os peritos que atestaram pela capacidade laborativa os contratariam? Fica a pergunta. Misericórdia! 

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