Após suspeita de intoxicação, restaurante do Cefet reabre

Lucas Maciel
A direção do Cefet Divinópolis intensificou as reuniões internas para acompanhar de perto a investigação sobre os casos suspeitos de intoxicação alimentar envolvendo alunos da instituição. Em caráter preventivo, o restaurante estudantil estava suspenso desde a última terça-feira, 8, mas já reabre nesta quinta, 10, após a Vigilância Sanitária não encontrar irregularidades no espaço.
Os primeiros sintomas, como náuseas, vômitos e dores abdominais, começaram a ser relatados pelos estudantes na última quinta-feira, 3, após consumirem refeição na cantina da unidade. A denúncia, no entanto, ganhou força na segunda-feira, 7, levando a direção a tomar medidas imediatas e suspender temporariamente o funcionamento do restaurante, cuja operação é terceirizada. O caso ganhou repercussão especialmente após a circulação de um vídeo que mostrava uma lesma em um dos pratos servidos.
O episódio foi comentado na comunidade acadêmica e nas redes sociais, chegando até a Prefeitura de Divinópolis. O prefeito Gleidson Azevedo (Novo) usou as redes para manifestar apoio à diretoria e aos alunos, reforçando a importância da retomada segura das aulas e a saúde dos estudantes.
Relembre
A suspeita de intoxicação alimentar no Cefet, campus Divinópolis, veio à tona após alunos relatarem sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais na última semana, entre os dias 3 e 4 de julho. Os relatos apontam que os estudantes começaram a passar mal após se alimentarem no restaurante estudantil, que funciona por meio de uma empresa terceirizada.
As denúncias chegaram à direção apenas na segunda-feira, 7, e, no mesmo dia, a instituição decidiu suspender preventivamente as atividades do restaurante por dois dias. Um vídeo que circulou entre os estudantes, mostrando uma lesma em um dos pratos servidos, foi confirmado como verdadeiro pela direção.
Em entrevista ao Agora, o diretor Eduardo Habib, explicou que a presença do animal evidenciou um erro no processo de manipulação dos alimentos, o que motivou a decisão.
— Houve uma falha e foi neste momento que a gente realmente fechou o restaurante. Houve denúncias de que tinham alunos passando mal e aí apareceu a lesma logo em seguida, então a gente fechou porque ficou claro que algo falhou no processo — explicou.
A Vigilância Sanitária foi acionada e esteve no campus na terça-feira, 8. Na ocasião, a equipe vistoriou o local e recolheu amostras de alimentos e da água utilizada no preparo das refeições. O material foi encaminhado à Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, para análise laboratorial.
A diretora de Vigilância Sanitária de Divinópolis, Érika Camargo, também conversou com a reportagem e deu detalhes sobre o caso.
— Nós recebemos a denúncia no final da tarde de sexta-feira e na segunda os fiscais que cuidam da região já foram para fazer a investigação, juntamente com a Vigilância Epidemiológica — comentou.
Ela também contou o que foi relatado pelos fiscais após a apuração.
— Eles relataram que sanitariamente a cozinha estava ok. É uma estrutura boa, no momento da vistoria as folhas estavam sendo sanitizadas, então não foi percebido nada que pudesse dar indícios de onde seria o foco da intoxicação — completou.
Posicionamento
A unidade também se manifestou por meio de uma nota oficial, publicada ainda na terça-feira, 8, em que reafirma o compromisso com a segurança da comunidade acadêmica e reafirmou que estava tomando todas as medidas para resolução do caso.
Segundo o comunicado, a decisão de suspender o funcionamento do restaurante nos dias 8 e 9 de julho foi tomada em caráter preventivo, a fim de permitir uma apuração rigorosa dos fatos.
— A medida visa garantir a segurança da comunidade e permitir que a apuração necessária seja realizada com o devido cuidado, em estreita colaboração com as autoridades sanitárias e demais setores internos responsáveis — informou, em nota.
A direção completou que, durante esse período, as aulas seguem apenas nos turnos da manhã e da noite. As atividades avaliativas foram adiadas, considerando que diversos alunos relataram dificuldades em comparecer ao campus devido ao ocorrido.
Ainda conforme a nota, a empresa responsável pela operação do restaurante, a Sepat Multi Service Ltda., foi notificada oficialmente e deverá apresentar explicações em até dois dias úteis. A direção do Cefet reforçou que a Vigilância Sanitária esteve no campus e recolheu amostras de alimentos e da água para análises laboratoriais.
— A Direção do campus Divinópolis seguirá acompanhando de perto a situação, mantendo a comunidade acadêmica informada sobre novos desdobramentos com total transparência — finalizou.
Apoio
O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, usou as redes sociais para comentar o caso, que ganhou grande repercussão. O chefe do Executivo mandou apoio à unidade e aos alunos.
— Já liguei para o diretor do Cefet e já deixei a Prefeitura e a Vigilância Sanitária à disposição para estar fiscalizando esse restaurante para que as aulas voltem o mais rápido possível e, o principal, que as refeições sejam servidas com qualidade para todos os alunos — disse, em vídeo.
Gleidson Azevedo também deixou claro que o caso não tem nenhuma relação com o restaurante popular de Divinópolis, que é, inclusive, administrado por outro grupo.
— A empresa gere o restaurante do Cefet não é a mesma que está tomando conta do restaurante popular — ressaltou.
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