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Economia

Arroz com feijão mais barato

Por Portal Agora
Arroz com feijão mais barato

 

Jorge Guimarães  

O ano começa com uma notícia boa para os brasileiros. É que a expectativa dos produtores é positiva para o ano que se inicia. E o pensamento positivo está aparado pela pesquisa efetivada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que em pesquisa, mostra insumos como o algodão, arroz, milho, soja e feijão, este último com projeção de crescimento de 415,6%, devem ter um acréscimo considerável na produção. Isso influencia na queda de preços nas gôndolas de supermercados.   

Dupla  

O arroz e o feijão, por exemplo, que estão presentes diariamente nas mesas brasileiras, assustaram muitas famílias em razão dos altos preços no decorrer de 2016. Agora, o que se vê nas gôndolas dos supermercados é o preço do feijão carioquinha, o mais tradicional, voltando a sua normalidade com os preços oscilando entre R$ 2,99 a R$ 4,89, dependendo da marca e tipo. Vale lembrar que em boa parte do ano passado, o quilo passou dos R$ 10. Já o pacote de cinco quilos do arroz tipo agulhinha, gira em torno de R$ 12,49 a R$ 17,98. E outro que não pode faltar nesta combinação é o alho, que bateu nos R$ 20 e agora está sendo comercializado a R$ 10,90. 

Safra 

A produção brasileira de feijão deve chegar a 3,07 milhões de toneladas na safra 2016/2017. O número corresponde a um aumento de 22% em relação à safra passada, de 2,51 milhões de toneladas. Esse cenário de maior oferta de feijão agrada aos produtores e também aos consumidores, já que o preço médio da saca de 60 quilos deve ficar entre R$ 150 e R$ 200 e a unidade nas gôndolas dos supermercados girar na faixa entre R3 e    R$ 5. Assim, os preços devem estacionar ao longo de 2017.  

— A tendência é que os preços destes produtos fiquem equacionados neste patamar ao longo do ano. No caso do feijão é quase que 100% esta possibilidade, tendo em vista que produtores têm o alimento em grande estoque, pois com a alta do ano passado muitos apostaram na cultura e o que se vê hoje é que a oferta esta maior que a demanda, assim o preço cai ou se mantém — detalha o gerente de uma loja de supermercados , Sérgio Antônio.  

— Quando o feijão estava em alta, eu cortei o consumo dele pela metade. Aí não fazia todo dia. Mas do final do ano para cá, os preços caíram e voltei a tê-lo na mesa todos os dias. Nada melhor que um feijão nas refeições, seja ele tropeiro, em calda, batido ou no tutu — disse a dona de casa Sheila Pereira. 

Arroz 

Já a safra do arroz segundo levantamentos do IBGE, aponta para uma colheita de 11,3 milhões de toneladas, montante 8,8% superior a 2016. Números que também deve estabilizar o preço nos pontos de vendas.   

 

 

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