Audiência na Assembleia presta solidariedade ao povo palestino

Da Redação
A situação atual da Palestina, especialmente na Faixa de Gaza, foi destacada em audiência pública da Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada nesta segunda-feira, 31, por ocasião do “Dia da Terra Palestina".
A data relembra o dia 30 de março de 1976, quando uma repressão sangrenta resultou em mortes e prisões de palestinos que protestavam, por meio de uma greve geral, contra a expansão dos assentamentos de colonos israelenses.
O deputado Leleco Pimentel (PT), que pediu a reunião, frisou que a repressão continua a afetar milhares de civis até os dias de hoje, configurando, segundo ele, um genocídio contra palestinos por parte de Israel.
O parlamentar e convidados defenderam o rompimento das relações do Brasil com Israel. Também repercutiu na audiência a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em fevereiro, Trump anunciou a intenção de transformar a Faixa de Gaza na "Riviera do Oriente Médio" para viabilizar um cessar-fogo na região, em alusão à área francesa, considerada uma das regiões turísticas mais luxuosas e mais caras do mundo.
Sobre isso, o deputado lembrou que no ano passado o "Dia da Terra Palestina" também foi lembrado em audiência na ALMG e fez um paralelo com o momento atual desde a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Consequências de conflito em Gaza
Autor do livro “Palestina: do mito da terra prometida à terra da resistência”, com lançamento também nesta segunda, 31, Sayid Marcos Tenório, vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal), falou da importância do Dia da Terra Palestina também para o momento atual.
— Desde o 7 de outubro de 2023 estamos diante do assasinato cruel e direcionado de 55 mil palestinos, a maioria mulheres e crianças, e da retomada, há 15 dias, do genocídio, quando Israel voltou a atacar Gaza — afirmou ele.
O 7 de outubro de 2023 foi o dia do ataque surpresa do grupo palestino Hamas a Israel, em mais um capítulo do conflito histórico na região. Em resposta, às forças armadas israelenses invadiram a Palestina, dando início a uma crise humanitária sem precedentes na região.
Segundo o vice-presidente do Ibraspal, até esta segunda, os conflitos em Gaza já haviam deixado outros 125 mil palestinos feridos e outros 11 mil ainda estariam sob os escombros dos bombardeios, conforme ele, feitos por Israel com as armas fornecidas pelos Estados Unidos.
Sayid Marcos Tenório disse que as estimativas apontariam que 180 mil palestinos teriam sido mortos em função do conflito, não apenas soterrados, mas em decorrência da falta de remédios, da destruição de hospitais, da forme e do frio.
— É um genocídio praticado por um regime fascita com características nazistas — definiu.
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