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Bombeiros de Divinópolis reforçam operações na Zona da Mata após tragédia

Bombeiros de Divinópolis reforçam operações na Zona da Mata após tragédia

Elian Ozéias

Um grupo de militares do 10º Batalhão de Bombeiros Militar (10º BBM), sediado em Divinópolis, partiu neste domingo, 1°, para a Zona da Mata mineira com a missão de reforçar as operações de resposta às tragédias provocadas pelas fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias.

A equipe integra o Núcleo de Atenção às Chuvas do batalhão e é liderada pelo capitão Márcio Túlio de Oliveira Silva, engenheiro civil e especialista em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas. Ao todo, sete militares foram destacados para a missão, quatro na linha de frente operacional e três para atuação estratégica, todos com formação técnica, incluindo profissionais com especialização em Engenharia Civil.

O deslocamento incluiu duas viaturas operacionais, um caminhão de carga e equipamentos específicos para atuação em cenários de desastres, enchentes, inundações e estruturas comprometidas. 

A equipe chegou a Juiz de Fora na tarde de domingo e foi integrada às frentes de trabalho já em andamento, permanecendo à disposição do comando das operações enquanto houver necessidade.

Tragédia histórica

A Zona da Mata vive uma das maiores tragédias climáticas recentes. Em Juiz de Fora, o balanço oficial aponta 65 mortes. As buscas por desaparecidos foram encerradas no sábado, 28, após o corpo do menino Pietro Cesar Teodoro Freitas, de 9 anos, ser encontrado nos escombros no bairro Paineiras.

Com isso, o município não possui mais desaparecidos oficialmente registrados.

Já em Ubá, o cenário ainda é de luto e reconstrução. A cidade confirmou sete mortes em decorrência do temporal que atingiu o município entre os dias 23 e 24 do mês passado. Um desaparecido ainda é contabilizado.

No sábado à noite, o corpo do empresário Alex Lucas Pinto, de 35 anos, foi localizado a cerca de sete quilômetros do Centro da cidade, uma das áreas mais afetadas. Ele era um dos desaparecidos desde a enxurrada.

Em Cataguases, um homem chegou a constar inicialmente como desaparecido, mas o caso não foi incluído na lista oficial de vítimas da tragédia, já que, segundo os bombeiros, ele teria pulado no Rio Pomba para nadar e acabou se afogando.

Situação humanitária

Além das mortes, os números revelam o impacto social da tragédia. Em Ubá, 27 pessoas estão desabrigadas e foram acolhidas na Casa de Oração. Outras 4.480 pessoas, cerca de 1.100 famílias, estão desalojadas. Elas foram cadastradas e estão sendo acompanhadas por equipes de assistência social e psicólogos.

O volume de chuva provocou deslizamentos, desabamentos de imóveis, alagamentos extensos e comprometimento estrutural em diversas áreas urbanas. Em Juiz de Fora, bairros inteiros sofreram com desmoronamentos, exigindo atuação intensa das equipes de busca e resgate.

Apoio técnico 

A presença dos militares de Divinópolis é estratégica, especialmente pelo conhecimento técnico em engenharia e busca em estruturas colapsadas. Em situações como essa, a análise de risco estrutural é essencial para garantir segurança tanto às equipes quanto às vítimas que ainda possam estar em áreas afetadas.

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais mantém operação integrada na região, com atuação coordenada entre diferentes batalhões do estado.

Enquanto as buscas por desaparecidos foram oficialmente encerradas em Juiz de Fora, os trabalhos agora se concentram na avaliação de danos estruturais, apoio humanitário e prevenção de novos acidentes, principalmente diante da possibilidade de novas chuvas.

A mobilização do 10º BBM demonstra a solidariedade entre regiões e a prontidão operacional da corporação. Para os militares de Divinópolis, a missão vai além do resgate: trata-se de apoiar comunidades devastadas, oferecer segurança técnica e contribuir para a reconstrução de cidades marcadas pela dor e pela perda.

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