Câmara afirma que vereador nomeou sogra em gabinete e exonera servidora

Da Redação
A Câmara de Divinópolis exonerou ontem, 17, uma assessora do gabinete do vereador Washington Moreira (SD) sob acusações de nepotismo. Ele nega e diz não ter relação de parentesco com ela.
Após requisição do Ministério Público, o presidente Israel da Farmácia (PP) emitiu a portaria CM nº 133 que comunica a saída da servidora. De acordo com a nota, A.O.R é sogra do vereador.
Portaria
A portaria de exoneração vem após a requisição de documentos formulada pelo MP através de um inquérito cível.
— Após reanálise da documentação apresentada para fins de comprovação de ausência de vínculo de parentesco, constatou-se a existência de impedimento legal para o exercício de cargo em comissão da servidora no gabinete do vereador — diz a nota.
O texto prossegue e justifica a demissão.
— A referida servidora, em virtude de seu casamento, adquiriu a condição de sogra do vereador supracitado, circunstância que caracteriza afronta ao disposto na Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal — pontua.
Pronunciamento
Em nota, o vereador se disse surpreso com a decisão. Em sua avaliação, a exoneração se deu "sem que houvesse a devida apuração dos fatos ou qualquer comprovação da alegação apresentada".
— Reitero, com absoluta convicção, que não existe qualquer vínculo de parentesco entre mim e a mencionada assessora — afirmou.
Ressaltou, ainda, seguir seu compromisso com a "ética, a transparência e o respeito ao povo divinopolitano".
Em vídeo publicados nas suas redes sociais, Washington se defendeu.
— Quando ela conheceu meu ex-sogro, ele já tinha se separado há mais de 21 anos. E eu já tinha separado há mais 18 anos — justificou.
O Agora entrou em contato com Washington Moreira, que afirmou não ter nenhum grau de parentesco com a mulher. Ele reforçou que a Câmara Municipal recebeu um ofício do Ministério Público solicitando informações sobre o grau de parentesco entre os dois e pediu um prazo de 15 dias para fornecer essa informação, mas acabou exonerando a mulher.
Segundo ele, ela já trabalhava na Câmara desde 2001 e, ao convidá-la para trabalhar com ele, foi por causa da sua experiência como jornalista e por seu histórico de ter sido chefe da comunicação da Câmara.
Câmara
O Agora também entrou em contato com a Câmara de Divinópolis, que informou que a presidência acatou a recomendação da Procuradoria, que concluiu ser necessária a exoneração.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
