Assembleias para adesão ao modelo cívico-militar em escolas de MG serão retomadas em agosto

Da Redação
O processo de assembleias escolares para avaliar a adesão ao Programa de Escolas Cívico-Militares em Minas Gerais será retomado em agosto, após o período de recesso escolar. A decisão foi anunciada pelo governador Romeu Zema (Novo) e pelo secretário de Educação, Igor Alvarenga, em coletiva nesta segunda-feira, 14. A Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) suspendeu temporariamente as consultas, alegando a necessidade de ampliar o prazo para garantir maior participação das famílias.
Segundo Zema, o adiamento foi necessário porque o cronograma inicial coincidiu com o período de férias, dificultando a presença de pais e responsáveis.
— Sabemos que disciplina e rigor melhoram a educação. Pais e alunos nos cobram essa opção, mas respeitaremos a escolha de cada comunidade — afirmou.
Sindicato contesta processo e entra na Justiça
O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) criticou a forma como o governo conduz o programa, acusando falta de diálogo e transparência. Em ação civil pública, a entidade alega que o modelo é imposto sem debate democrático e pode prejudicar a gestão pedagógica.
— Há manipulação, com falsas informações sobre cortes de cabelo e marchas, o que não é verdade — rebateu Alvarenga, negando que a suspensão das assembleias tenha relação com a ação judicial.
Orçamento e dados ainda são incógnitas
Questionado sobre custos e resultados do modelo, o secretário não apresentou números comparativos entre escolas cívico-militares e regulares, nem detalhou o orçamento previsto para a expansão. Atualmente, Minas tem nove unidades no formato, mas não há dados públicos sobre desempenho ou evasão.
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