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Cão policial aposentado por câncer volta ao trabalho após apresentar depressão no Paraná

Raio precisou amputar uma das patas durante o tratamento e teve a aposentadoria antecipada, mas voltou a participar de operações adaptadas e já ajudou em seis prisões

Por Lucas Maciel · Redação· 2 min de leitura
Cão policial aposentado por câncer volta ao trabalho após apresentar depressão no Paraná

A aposentadoria não fez bem para Raio. Após sete anos de atuação como cão farejador da Polícia Civil do Paraná, ele precisou deixar o trabalho depois de ser diagnosticado com um câncer ósseo agressivo e ter uma das patas amputada. Longe da rotina policial, porém, passou a apresentar sinais de depressão e voltou a ficar mais ativo quando foi levado novamente para acompanhar operações.

Há cerca de um mês, Raio retornou às atividades, agora com uma rotina adaptada às limitações causadas pela doença. Desde então, segundo a Polícia Civil do Paraná, o cão já contribuiu para a prisão de seis suspeitos.

O animal integrava o Núcleo de Operações com Cães (NOC), em Pato Branco, e teve a aposentadoria antecipada em abril deste ano após ser diagnosticado com osteossarcoma, um tipo agressivo de câncer nos ossos.

Rotina longe do trabalho

Durante o tratamento, Raio precisou passar pela amputação de uma das pernas. A decisão de aposentá-lo foi tomada diante da doença e das limitações físicas que passou a enfrentar.

A mudança de rotina, no entanto, trouxe outro problema. De acordo com a equipe que acompanha o animal, Raio passou a ficar mais apático e apresentou sinais de depressão durante o período afastado das atividades policiais.

A solução encontrada foi devolver ao cão parte da rotina que marcou a maior parte de sua vida.

O retorno, porém, ocorreu com adaptações. Raio passou a participar apenas de operações consideradas mais simples, em locais onde não precisa enfrentar obstáculos, subir escadas ou realizar atividades que possam comprometer sua condição física.

Mais de 600 prisões

Antes da aposentadoria, Raio era considerado um dos principais cães farejadores da Polícia Civil do Paraná.

Ao longo de sete anos de atuação, participou de centenas de operações em mais de 200 cidades do estado. Segundo a corporação, o animal ajudou na apreensão de mais de 12 toneladas de drogas e participou de ações que resultaram na prisão de mais de 600 suspeitos.

Entre as ocorrências lembradas pela equipe está uma operação em que o cão ajudou a interceptar uma carga com 500 munições de fuzil que seguiriam para o Rio de Janeiro.

Mesmo após o diagnóstico de câncer e a amputação, Raio voltou a demonstrar interesse pelas atividades policiais, o que levou a equipe a encontrar uma forma de mantê-lo ativo, respeitando suas novas limitações.

Nova missão

A rotina de Raio, no entanto, não deve ficar restrita às operações policiais.

O cão também passou a participar de atividades sociais e, nas próximas semanas, a expectativa é que visite um hospital especializado no tratamento de câncer.

A proposta é que Raio possa acompanhar pacientes que enfrentam a mesma doença que mudou a sua própria vida. A ideia é transformar a trajetória do cão, marcada por anos de trabalho policial, pelo diagnóstico e pela recuperação, em uma nova forma de apoio.

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