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Saúde

Casos de Aids caem 45% em Divinópolis

Casos de Aids caem 45% em Divinópolis

Bruno Bueno

Os casos de Aids caíram 45% no ano de 2023 em Divinópolis. O levantamento do Agora analisou ontem dados disponibilizados pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). O comparativo é do ano anterior.

Os números apontam para 27 registros em 2023. Em 2022, 49 casos foram contabilizados.

Dados

A Semusa contabiliza registros confirmados de 2012 a 2023. Desde então, Divinópolis confirmou 757 casos de Aids, sendo 601 (80%) em homens e 153 (20%) em mulheres. 44 pessoas morreram devido a complicações da doença.

Três registros foram contabilizados em crianças através de transmissão vertical, ou seja, de mãe para filho. 26 casos foram confirmados em gestantes. 

Mais números

O ano com mais casos de Aids foi 2016, com 74 registros em Divinópolis. 2021, com 63 casos, também se destaca.

A faixa etária de 20 a 29 anos é a que tem mais casos confirmados de Aids. Em seguida, aparece a de 30 a 39 anos. 

90% dos pacientes contraíram a doença através da transmissão sexual. 340 casos foram confirmados através da relação homossexual masculina, 148 através da relação heterossexual e o restante através de relação com mais de dois parceiros.

Os cinco bairros de Divinópolis com mais casos confirmados são: Centro (100), Bom Pastor (34), Niterói (32), Porto Velho (25) e Planalto (23).

O que é?

A Aids é a doença causada pela infecção do HIV. Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos TCD4+. 

— O vírus é capaz de alterar o DNA dessa célula e fazer cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção — diz o Ministério da Saúde.

Prevenção

A melhor técnica de evitar a Aids é a prevenção combinada, que consiste no uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção. É necessário que o teste de HIV em menos de 72 horas da ação que pode gerar a contaminação.

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. Os testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Populações-chave

A epidemia brasileira é concentrada em alguns segmentos populacionais que, muitas vezes, estão inseridos em contextos que aumentam suas vulnerabilidades. São eles:

  • Gays e outros HSH;
  • Pessoas trans;
  • Pessoas que usam álcool e outras drogas;
  • Pessoas privadas de liberdade;
  • Trabalhadoras do sexo.

Durante a gestação e no parto, pode ocorrer a transmissão do HIV (vírus causador da Aids), e também da sífilis e da hepatite B para o bebê. O HIV também pode ser transmitido durante a amamentação. Por isso as gestantes, e também seus parceiros sexuais, devem realizar os testes para HIV, sífilis e hepatites durante o pré-natal e no parto.

Sintomas

Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido.

— A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas isso não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático — explica o Ministério da Saúde.

Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

— A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a Aids — reitera.

Quem chega a essa fase, por não saber da sua infecção ou não seguir o tratamento indicado pela equipe de saúde, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

Transmissão

A transmissão do HIV e, por consequência da aids, acontece das seguintes formas:

  • Sexo vaginal sem camisinha;
  • Sexo anal sem camisinha;
  • Sexo oral sem camisinha;
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

É importante quebrar mitos e tabus, esclarecendo que a pessoa não se infecta por HIV das seguintes maneiras:

  • Sexo, desde que se use corretamente a camisinha;
  • Masturbação a dois;
  • Beijo no rosto ou na boca;
  • Suor e lágrimas;
  • Picada de inseto;
  • Aperto de mão ou abraço;
  • Sabonete / toalha / lençóis;
  • Talheres/copos;
  • Assento de ônibus;
  • Piscina;
  • Banheiro;
  • Doação de sangue;
  • Pelo ar.

SAE

Os divinopolitanos têm à disposição o Serviço de Assistência Especializada (SAE) - Centro de Testagem e Aconselhamento. O local oferece testes gratuitos de HIV/Aids.

A unidade está localizada na rua do Contorno, 1500, na região Central. O horário de funcionamento é das 07h às 17h, de segunda a sexta-feira. O telefone para contato é (37) 3229-6890.

Foto: PMD/Divulgação

Legenda: Sede do SAE/CTA em Divinópolis

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