Mês dedicado à conscientização sobre o autismo inicia com campanhas na cidade

Ígor Borges
Hoje é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. A data ressalta a importância de ações inclusivas. Além disso, o mês é marcado pela campanha do “Abril Azul”, que também busca conscientizar as pessoas acerca da doença.
O principal objetivo é diminuir o preconceito com as pessoas com autismo e, assim, evidenciar que elas possuem totais condições de conviver em sociedade. Os Transtornos do Espectro Autista (TEAs) aparecem na infância, geralmente nos primeiros cinco anos de vida, e tendem a persistir na adolescência e na idade adulta.
Campanha do Agora
A terapeuta ocupacional e psicopedagoga, Ana Fernanda Galvão, da Oficina do Brincar, conversou com a reportagem sobre a campanha do Abril Azul, em parceria com o Grupo Agora de Comunicação e o prêmio Mulher Destaque.
— Temos que conscientizar o que é o autismo, pensando que existem capacidades e potencialidade. É preciso desmistificar aquele estereótipo do autismo que ficava trancado em casa, pois eles são pessoas capazes de serem inseridas na sociedade — ressaltou.
Ana também promove a partir dessa semana, uma série de entrevistas sobre a temática, com profissionais e especialistas da área.
— Trazer profissionais que são referência na área e que vão trazer informações relevantes e de qualidade foi o nosso objetivo. Oferecer à população uma instrução é dar para a criança com deficiência a possibilidade de ser vista com outros olhos — relatou.
Ela completa destacando a importância da campanha.
— Esse é um mês muito importante, principalmente para nós neurotípicos, para a gente entender que a neurodivergência precisa ser desmistificada. Porque se a gente conhece, sabemos acolher — pontuou.
Agenda de vídeos
A série de vídeos especiais começou ontem, com uma introdução à temática. No decorrer deste mês de abril, as entrevistas serão disponibilizadas às terças-feiras, com temáticas específicas.
Veja a agenda de entrevistas:
- Hoje: Ana recebe o neuropediatra, Renato Guimarães;
- Na próxima terça-feira, o psicólogo Leonardo Nascimento;
- A pedagoga e neuropsicopedagoga, Micheline Mercia Tavares é quem fala no dia 16;
- No dia 23 de abril, recebemos a fundadora da ONG Céu Azul, Skarlait Neves;
- Fechando a série de entrevistas, quem estará conosco é a assessora e consultora pedagógica para inclusão, Ilzinha Diniz;
Sobre a doença
De acordo com o Ministério da Saúde, o autismo é um distúrbio caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento. Essas mudanças podem englobar alterações qualitativas e quantitativas da comunicação, seja na linguagem verbal ou não verbal, na interação social e do comportamento, como: ações repetitivas, hiperfoco para objetos específicos e restrição de interesses.
A doença se divide em diversos graus, que podem ser leves e com total independência, em que o portador apresenta discretas dificuldades de adaptação, até níveis de total dependência para atividades cotidianas ao longo de toda a vida.
Diagnóstico
Ainda segundo a pasta, a suspeita inicial pode ser percebida ainda na infância. O principal ponto é observar as atitudes da criança, com entrevistas com os pais e aplicação de métodos de monitoramento do desenvolvimento infantil, durante as consultas de avaliação do crescimento da criança, que acontecem em qualquer unidade de Atenção Primária.
O autismo não tem cura, mas o diagnóstico precoce permite o desenvolvimento de práticas para estimular a independência e a promoção de qualidade de vida e acessibilidade para essas crianças.
Abril Azul
O Abril Azul é comemorado todos os anos desde 2007, como um mês dedicado à conscientização do autismo. Monumentos pelo Brasil e em todo o mundo são iluminados com a cor usada hoje para representar o espectro e diversas campanhas expõem conceitos básicos e dicas para evitar o capacitismo no dia a dia.
Foto: Reprodução
Legenda: Ana Fernanda Galvão é psicopedagoga e terapeuta ocupacional
Foto: Agência Brasil
Legenda: Diagnóstico precoce auxilia no tratamento de crianças com autismo
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