Chapas ao governo de Minas começam a ganhar forma com definições e articulações partidárias
PT oficializa Patrus, Kalil mantém pré-candidatura, enquanto Cleitinho segue sem definição

Da Redação
As chapas para a disputa ao Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026 começam a ganhar contornos mais definidos com o avanço das convenções partidárias. Depois de o Partido dos Trabalhadores (PT) confirmar o deputado federal Patrus Ananias como pré-candidato ao Palácio Tiradentes, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) afirmou que manterá a pré-candidatura de Alexandre Kalil na corrida estadual. Enquanto isso, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) segue sem anunciar se disputará o governo, cenário que mantém em aberto parte das articulações da direita no estado.
Além desses nomes, o atual governador Mateus Simões (PSD), que buscará a reeleição, e o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), que já teve sua pré-candidatura anunciada anteriormente pelo partido, também figuram entre as opções para a sucessão estadual. No campo do PL, a indefinição de Cleitinho faz com que o nome do ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli também passe a ser considerado como alternativa.
PT confirma Patrus
O PT oficializou Patrus Ananias como pré-candidato ao Palácio Tiradentes nesta segunda-feira, 20, após uma série de articulações internas em busca de um nome para representar o partido no estado. A definição ocorreu depois de tentativas da legenda de construir uma candidatura com partidos aliados.
Inicialmente, a prioridade petista era o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que recusou disputar o cargo. Em seguida, o partido buscou diálogo com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, que também não aceitou o convite para liderar um projeto apoiado pela legenda. Outra alternativa discutida foi a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, que igualmente não aceitou pensando na sua busca por uma cadeira no Senado. A petista lidera as pesquisas de intenção de votos.
Diante desse cenário, o partido optou por uma candidatura própria e confirmou Patrus Ananias como responsável por liderar o palanque do presidente Lula (PT).
Mantém pré-candidatura
Pouco depois da definição petista, a direção nacional do PDT aprovou resolução estabelecendo que as alianças estaduais devem priorizar a campanha de reeleição do presidente Lula. Apesar da orientação nacional, dirigentes do partido em Minas Gerais afirmaram que a pré-candidatura de Alexandre Kalil ao governo do Estado permanece mantida e sem vinculação obrigatória ao palanque de Lula em Minas.
Com a confirmação da permanência de Kalil na disputa, o PDT segue buscando ampliar o diálogo com outras legendas. O partido mantém conversas com o PT, com a federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade e também com o PSDB. As negociações com os partidos de esquerda haviam sido iniciadas anteriormente, ficaram temporariamente paralisadas e devem ser retomadas.
Indefinição de Cleitinho
O principal ponto de indefinição na corrida pelo governo de Minas continua sendo a decisão do senador Cleitinho Azevedo. Mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto nos cenários em que aparece, o parlamentar ainda não confirmou se será candidato ao Palácio Tiradentes.
A convenção estadual do Republicanos está prevista para ocorrer no dia 25 deste mês, próximo sábado, e deverá ser um dos momentos decisivos para a definição do partido. Até lá, a expectativa é que o senador anuncie se disputará o governo, mesmo ainda enlutado pela morte do irmão mais novo, no último sábado.
A indefinição também influencia os planos do Partido Liberal. A legenda demonstra interesse em apoiar Cleitinho para fortalecer seu palanque em Minas Gerais, mas trabalha simultaneamente com uma alternativa caso a candidatura não seja confirmada.
Sem uma definição do senador, o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli surge como plano B do PL. Segundo aliados ouvidos nas articulações partidárias, a legenda considera importante apresentar um candidato próprio caso não haja acordo com Cleitinho antes das convenções.
Outros nomes
Outro nome já colocado é o do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo. O MDB anunciou sua pré-candidatura ainda em novembro de 2025, com aval da direção nacional da legenda. O político afirma buscar uma alternativa de centro para a disputa estadual, e sua candidatura deverá ser oficializada durante a convenção partidária.
Já o atual governador Mateus Simões (PSD) também integra o grupo de pré-candidatos. Ele assumiu o comando do Executivo mineiro em março deste ano, após a renúncia de Romeu Zema (Novo) para disputar a Presidência da República, e pretende buscar um novo mandato. Porém, até o momento, não fechou com um vice. A expectativa é que seja um novista, como foi acordado anteriormente.
Desde que assumiu o governo, Simões tem defendido a continuidade das ações da atual gestão e intensificado agendas pelo interior do estado.
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