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Política

Cleitinho critica produtividade do Senado e cobra análise de projetos

Cleitinho critica produtividade do Senado e cobra análise de projetos

Parlamentar diz que apresentou mais de 300 propostas, porém apenas um PEC foi aprovada

Matheus Augusto

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou, na terça-feira, 26, a produtividade do Senado. Durante seu pronunciamento, ele reforçou que os parlamentares precisam estar em Brasília apenas terça, quarta e quinta. Porém, em sua avaliação, os encontros têm sido pouco produtivos. 

Crítica

O senador aproveitou seu tempo de fala para provocar uma reflexão sobre a qualidade das propostas votadas em plenário. 

— Olha os projetos que votamos hoje. Olha os projetos que vamos votar amanhã. Vamos ver os projetos que vamos votar quinta. Vamos ver os projetos que votamos semana passada. Vamos ver os projetos que vamos votar semana que vem. 

Está faltando  produtividade — criticou. 

Cleitinho disse ter apresentado mais de 300 proposições. Delas, apenas uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada desde que assumiu, em 2022. 

— Eu quero que minhas proposições sejam analisadas. (...) só para que eu tenha direito à minha prerrogativa de parlamentar de legislar e fiscalizar — defendeu. 

Para o senador, o Congresso “custa muito caro para todos os brasileiros”. 

— Peguem os meus projetos e vejam se algum é em benefício próprio, para beneficiar a classe política. Vocês vão ver que é para beneficiar o povo, de centro, de direita, de esquerda — ressaltou. 

Pedido

Ao fim, pediu aos colegas que analisem e votem seus projetos, independente de posicionamento favorável ou contrário. 

— Presidente, Pacheco, e presidentes das comissões, respeitem o meu mandato e coloquem meus projetos em votação — cobrou. 

Aprovado

A referida PEC de Cleitinho foi aprovada em março deste ano. O texto isenta o Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) de carros com mais de 20 anos de fabricação. Em alguns estados já havia a isenção, no entanto em Minas Gerais o imposto ainda era cobrado, o que motivou a apresentação da proposta. 

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