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Coisas boas acontecem

Por Redação Jornal Agora · Redação· 5 min de leitura
Coisas boas acontecem

Renata Rachid

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Um jovem brasileiro está usando a inteligência artificial para derrubar barreiras de comunicação. Gabriel Sales, estudante de Estatística da Universidade Federal Fluminense (UFF), criou o Aprenda Libras, aplicativo que utiliza a câmera do celular e inteligência artificial para reconhecer movimentos e sinais em Libras, facilitando sua tradução e a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes.

A ideia nasceu depois que Gabriel cursou uma disciplina ministrada por uma professora surda e conheceu mais de perto os desafios enfrentados pela comunidade. A ferramenta pode ajudar em situações muito comuns do cotidiano, como atendimentos, restaurantes, entrevistas e até consultas médicas, onde nem sempre há um intérprete disponível.

O aplicativo já está disponível para Android, pela Play Store, e o projeto prevê também versões para iPhone e para a web.

Tecnologia é extraordinária. Mas quando ela é colocada a serviço da inclusão e da autonomia das pessoas, fica ainda melhor. Coisas boas acontecem e merecem ser compartilhadas.

Folclore 

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22 de agosto é o Dia do Folclore, uma data que nos convida a olhar para a riqueza da cultura brasileira e para as raízes que ajudam a contar quem somos. O nosso folclore reúne lendas, crenças, costumes, saberes populares e personagens que atravessaram gerações, como Saci-Pererê, Curupira, Iara, Boto-cor-de-rosa, Boitatá, Mula-sem-cabeça e Cuca.

E talvez falar sobre folclore hoje seja ainda mais necessário.

Em plena era da inteligência artificial, das redes sociais e de uma quantidade quase infinita de informações, vivemos um paradoxo. Nunca recebemos tanta informação e, ao mesmo tempo, talvez nunca tenhamos prestado tão pouca atenção. Consumimos muito, rapidamente, mas nos concentramos pouco. E quase não paramos mais para simplesmente ouvir uma história.

Talvez isso nos faça lembrar do tempo dos nossos avós, quando histórias eram contadas sem pressa e passavam de geração em geração. Era assim que muitas tradições permaneciam vivas.

E contar histórias continua sendo uma forma poderosa de comunicação. Uma boa história aproxima, ensina, emociona, preserva memórias e cria pertencimento.

Por isso, celebrar o folclore é também lembrar da importância de continuarmos contando nossas histórias e encontrando tempo para ouvir as histórias dos outros.

E você sabia que Divinópolis é a Cidade das Histórias? Eu conheci melhor essa história por meio da Lara Ordones, em uma entrevista que fiz com ela no DE PROSA, quando ela me apresentou o projeto Estação das Histórias.

Mas essa é uma outra história. E eu conto para vocês numa próxima coluna.

Reflexão por Manoel Brandão

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Da série: Humanismo para o Século XXI 

O que não é de esquerda nem de direita

Talvez um dos maiores desafios do nosso tempo seja compreender que nem tudo precisa ser dividido entre esquerda e direita, governo e oposição, nós e eles.

Os gregos antigos, que tantas vezes nos ensinaram por meio de seus mitos e de sua história, conheciam os perigos da divisão. As cidades gregas podiam ser rivais e disputar poder. Mas, diante de uma ameaça maior, eram capazes de compreender que existia algo acima das disputas particulares: a própria Grécia.

Imagine se, durante uma batalha, os gregos se preocupassem em saber qual general deveria receber o mérito pela vitória, ou se uma cidade tentasse enfraquecer outra para provar que seu comandante era melhor. Talvez a própria Grécia tivesse sido derrotada.

A história mostra que sociedades não avançam quando seus integrantes trabalham para impedir o sucesso uns dos outros. Avançam quando reconhecem que determinadas conquistas pertencem a todos.

Essa reflexão é especialmente importante para o Brasil.

Se um governo cria uma boa política para a educação, a saúde, a segurança ou a economia, por exemplo, ela não deve ser combatida simplesmente porque foi criada por um adversário político.

Da mesma forma, se o Legislativo aprova uma medida importante para o país, o governo não deve inviabilizá-la apenas porque não tenha partido de sua base. Se o governo apresenta uma boa proposta, o Legislativo também não deve rejeitá-la apenas para impedir seu sucesso.

O mesmo princípio vale para as instituições. O Judiciário deve exercer suas atribuições com independência, aplicando o direito, que não é de esquerda nem de direita.

Sabemos que fazer isso é difícil. A política envolve interesses, convicções, disputas e paixões. Por isso, não podemos simplesmente esperar que governantes sejam diferentes de nós.

Nós, o povo, também precisamos desenvolver essa visão. Precisamos aprender a reconhecer uma boa ideia mesmo quando ela vem de quem não apoiamos. Precisamos cobrar de nossos representantes, sejam eles prefeitos, governadores, parlamentares ou integrantes de outras instituições, que coloquem o interesse público acima da disputa política. E devemos esperar o mesmo de todas as instituições.

A democracia precisa da divergência, da fiscalização e do contraditório. O problema começa quando a divergência deixa de buscar o interesse público e passa a desejar o fracasso do outro.

A pergunta deveria ser sempre: “isso é bom para o Brasil?”

Se uma ideia é boa, deve ser apoiada por ser boa. Se uma política funciona, deve ser preservada por funcionar. Se uma decisão precisa ser corrigida, que seja corrigida pelo mérito, e não pela conveniência partidária.

Ninguém é dono do País.

Governos passam. Parlamentares passam. Magistrados passam. Partidos passam. A República permanece.

Talvez esse seja um dos grandes desafios do século XXI: recuperar a capacidade de enxergar o ser humano e o verdadeiro interesse coletivo antes das nossas próprias divisões.

Porque, no fim, a verdadeira vitória de uma sociedade não é quando um lado derrota o outro.

É quando o país inteiro consegue avançar.

CLIQUE

Registros de uma tarde de sábado deliciosa, em que tive a alegria de encontrar amigas queridas na Feijoada e Roda de Samba da Zélia Brandão, no restaurante Cheia de Graça. Boa música, encontros especiais e tudo impecável, como sempre.

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Viviane Carregal e Renata Rachid

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Lilian Nogueira e Valéria Oliveira

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Kênia Apolinário e Ana Fernanda Galvão


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