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Com Cleitinho na liderança das pesquisas, PL estuda dois palanques em Minas

Com Cleitinho na liderança das pesquisas, PL estuda dois palanques em Minas

Lucas Maciel

A cerca de sete meses das eleições estaduais, o nome do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) começa a ganhar ainda mais força no cenário político de Minas Gerais. Um levantamento divulgado nesta semana pelo instituto Paraná Pesquisas aponta o parlamentar na liderança da corrida pelo governo do Estado em dois cenários testados, reforçando o protagonismo que ele vem assumindo nas articulações para a disputa de 2026.

De acordo com os números, Cleitinho aparece com 33,5% das intenções de voto em um cenário que inclui o senador Rodrigo Pacheco (PSD), que registra 12,3%, enquanto outros nomes aparecem com percentuais menores. Já em uma segunda simulação, que considera a presença do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), o senador do Republicanos também aparece na frente, com 34,2% das intenções de voto, contra 13,4% de Kalil.

Os dados indicam uma vantagem superior a 20 pontos percentuais em relação aos principais adversários testados pelo instituto. Embora o levantamento represente apenas um retrato inicial do momento político, os números repercutiram nos bastidores e ampliaram o debate sobre possíveis alianças e candidaturas para o Palácio Tiradentes.

O resultado também ocorre em um momento de intensificação das conversas entre partidos e lideranças políticas, que começam a avaliar cenários e estratégias para a disputa estadual.

Planos 

Enquanto o cenário eleitoral começa a se desenhar, Cleitinho também tem comentado publicamente possíveis caminhos para um eventual governo. Em entrevista concedida à Itatiaia, o senador afirmou que pretende convidar o ex-ministro da Economia Paulo Guedes para assumir a Secretaria da Fazenda de Minas Gerais caso seja eleito.

Segundo ele, a intenção é montar uma equipe com nomes técnicos e com experiência em gestão pública e econômica.

— Eu faço questão de procurar o Paulo Guedes. Eles dizem que eu não estou preparado. Mas eu não estou preparado é para roubar e para mentir. O que não tenho conhecimento, vou aprender — declarou.

O senador também afirmou que pretende buscar orientação de gestores que já ocupam ou ocuparam cargos executivos para discutir experiências administrativas e modelos de gestão.

— Meu secretário tem que ser melhor do que eu — disse.

Cleitinho ainda citou a intenção de conversar com governadores em exercício e ex-governadores de Minas Gerais para avaliar práticas adotadas em outras administrações.

Articulações 

Paralelamente às declarações do senador, partidos também acompanham de perto o cenário político mineiro. O Partido Liberal (PL), por exemplo, avalia a possibilidade de ter mais de um palanque no estado em apoio a uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Entre os nomes citados nas discussões internas da legenda estão justamente Cleitinho Azevedo e o vice-governador de Minas, Mateus Simões (PSD). A estratégia tem sido analisada enquanto o partido monitora o avanço das articulações políticas no estado.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) comentou recentemente sobre essa possibilidade durante um encontro com empresários em Brasília.

— Existem hoje duas ou três alternativas de palanques majoritários. Vamos avaliar da melhor forma possível para fazermos a composição ideal e há possibilidade, inclusive, de ter dois palanques para apoiar a candidatura do presidente Flávio — afirmou.

Segundo lideranças da legenda, a definição sobre alianças ainda não foi tomada e as conversas seguem em andamento.

PL em Minas

Dentro do PL, o deputado federal Nikolas Ferreira tem sido citado como um dos principais interlocutores nas discussões sobre o cenário político mineiro. O parlamentar tem cumprido agendas públicas ao lado do vice-governador Mateus Simões em diferentes regiões do estado, movimento que também alimenta especulações sobre possíveis alianças.

Apesar disso, parte da estrutura do partido em Minas demonstra preferência pelo nome de Cleitinho para liderar um palanque alinhado à direita no estado.

Nos bastidores, interlocutores da legenda afirmam que as próximas semanas devem ser decisivas para avaliar o avanço das conversas e a possibilidade de construção de alianças.

Cenário aberto

Mesmo com a vantagem registrada na pesquisa e com as articulações em curso, o cenário eleitoral em Minas Gerais ainda é considerado aberto. As candidaturas ao governo do estado só devem ser oficialmente confirmadas após as definições partidárias e a consolidação das alianças políticas.

Com o segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais costuma ter papel estratégico nas disputas nacionais, o que mantém o estado no centro das atenções de partidos e lideranças políticas que já começam a projetar os rumos da eleição de 2026.

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