Começa a novela do reajuste salarial entre Sintram e Prefeitura

Da Redação
A exemplo de anos anteriores, fevereiro inicia o esquenta para a reivindicação de reajuste salarial por parte dos servidores municipais. O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram) começou o movimento nesta semana e encaminhará ao Executivo, nos próximos dias, a proposta de revisão aprovada pelos trabalahadores do Município durante uma assembleia realizada nesta terça-feira, 4. De acordo com o sindicato, os servidores reivindicarão um reajuste de 10%, sendo 5,23% referentes a gatilho e 4,77% a título de recomposição dos vencimentos em razão das perdas dos últimos anos. A categoria quer também a revisão do vale-alimentação, que hoje está em R$ 8 ao dia. A classe solicita aumento anual de R$ 1 mais o IPCA acumulado da Fundação Ipead.
A data base da Prefeitura de Divinópolis é março, conforme definido pela lei 8.063/2015 – Lei do Gatilho Salarial. A categoria também elegeu a comissão que acompanhará as negociações entre o Sindicato e o Executivo, integrada pelos servidores Darly Salvador, Lourdes Lopes e Claudemir Cunha.
— Esse índice tem que estar na folha de pagamento de março. É lei e não abrimos mão dele – reforçou a presidente do Sintram, Luciana Santos.
Diviprev
Segundo o Sintram, durante a assembleia também foi discutida a situação do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (Diviprev), que terá de passar por uma revisão até julho. A presidente do sindicato lembrou que, se isso não ocorrer dentro do prazo previsto, os servidores cairão automaticamente nas regras previdenciárias do Estado, alertando ainda que a contribuição da categoria aumentará de 11% para 14%.
Luciana disse também que é preciso começar a discutir o tema, já que há silêncio no Executivo que, até agora, não fez nenhuma manifestação. Os servidores presentes denunciaram, ainda, o aumento das atividades terceirizadas, que trazem prejuízos ao Diviprev e preenchem vagas que deveriam ser destinadas a servidores efetivos.
Lutas
Ficou definido na assembleia que o sindicato deverá liderar a luta contra as terceirizações no município e conscientizar os servidores da necessidade de discutir a situação do Diviprev, já que boa parte da classe ainda desconhece as novas regras estabelecidas pela reforma previdenciária, que afetam diretamente os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
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