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Economia

Confecção fecha no vermelho projetando melhora em 2017

Por Portal Agora
Confecção fecha no vermelho  projetando melhora em 2017

 

 

 

A confecção divinopolitana sofreu mais com o corte de vagas de trabalho com carteira assinada, quando se compara a outros quatro polos mineiros nos últimos dois meses do ano. De acordo com os dados do Núcleo de Pesquisas do Vestuário (Nupev) do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais confirmou também que foi o terceiro polo com maior volume de postos formais finalizados. Apesar do saldo negativo, a expectativa para 2017 é de inversão do cenário.

O Nupev revelou corte substancial nos últimos dois meses do ano passado. De acordo com a pesquisa, foram encerrados em novembro e dezembro 259 oportunidades em Divinópolis. Foi o maior volume entre os polos confeccionistas realizados. Na sequência, aparece Juiz de Fora na Zona da Mata com 198 vagas finalizadas, de acordo com os dados do Nupev.  Formiga (98), Belo Horizonte (82) e Muriaé (69) são os outros polos confeccionistas de Minas Gerais a encerrar oportunidades nos dois últimos meses de 2016.

No ano, a cidade fechou 387 oportunidades de trabalho no setor confeccionista. No entanto, Belo Horizonte com 800 e Juiz de Fora 707, são os dois polos com maior corte de oportunidades em 2016 dentro de Minas Gerais. Muriaé foi o polo com menor volume de vagas finalizadas com carteira assinada, acompanhado de Formiga (134).

As vagas cortadas em dezembro do ano passado tiveram desaceleração. No último mês de 2016, foram cortadas 234. Já no ano anterior, foram 239 oportunidades em dezembro. Em 2014, 246 oportunidades foram fechadas com carteira assinada na cidade.   

 Brasil

No ano passado, foram encerrados 25 mil empregos no Brasil e, no anterior, 100 mil empregos com carteira assinada, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). No entanto, a perspectiva do setor têxtil e de confecção para 2017 é a geração de 10 mil postos de trabalho, informou a Abit.

Na opinião do presidente da Abit, Fernando Pimentel, o ano promete uma melhora com propostas encaminhadas ao governo federal.

— 2017 continuará sendo um ano com muitas dificuldades e incertezas, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Porém, existem alguns sinais de melhora por conta de propostas já encaminhadas e a serem encaminhadas pelo Executivo nas áreas da previdência, trabalhista, tributária e da desburocratização. A indústria está pronta para ativar a retomada que vier e o setor têxtil e de confecção sempre reagem muito rapidamente — analisou.  

 

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