Consumo dos Lares Mineiros aumenta 1,95% no 1º bimestre

Jorge Guimarães
Depois de encerrar 2024 com um crescimento médio de 3,84%, a demanda dos consumidores nos supermercados de Minas Gerais manteve o ritmo positivo no início deste ano. Segundo dados do Índice de Consumo dos Lares Mineiros, levantamento mensal realizado pela Associação Mineira de Supermercados (Amis), o setor registrou um aumento de 1,95% nas vendas nos meses de janeiro e fevereiro de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Retomada do consumo
O resultado confirma a tendência de recuperação e estabilidade no consumo das famílias mineiras, impulsionada por fatores como maior confiança do consumidor, controle da inflação de alimentos e medidas de estímulo à economia. A pesquisa da Amis considera informações de empresas de todos os portes e de diferentes regiões do estado, refletindo um panorama abrangente do setor supermercadista.
— Com esse desempenho, o setor mantém boas expectativas para os próximos meses, especialmente com a proximidade de datas comemorativas e a sazonalidade favorável no primeiro semestre. E para tanto, já estamos com tudo preparado para começar a Semana Santa com muitas promoções para os nossos clientes — disse o gerente de loja de rede de supermercados, Sérgio Antônio de Oliveira.
Números
Na comparação de fevereiro, mês de referência da pesquisa, com o mesmo mês do ano passado, também houve crescimento, com aumento de 1,22%. O Índice de Consumo dos Lares Mineiros é deflacionado pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Números estes, divulgados na última semana, pelo presidente executivo da Amis, Antônio Claret Nametala, durante o evento Líderes do Varejo – Supermercados em Debate, em Patos de Minas.
2º mês
Já em fevereiro, em relação a janeiro, o desempenho ficou negativo em 2,47%. No entanto, trata-se de uma variação normal para o período.
— Esse resultado vem da influência do calendário, com 28 dias em fevereiro, frente 31, em janeiro. Ou seja, três dias a menos de consumo em nossas lojas, faz muita diferença nos resultados. A retração em janeiro também é esperada e absolutamente normal, devido à base alta de dezembro — explica o executivo.
Crescimento
Claret avalia também o resultado acumulado dos primeiros dois meses do ano. Para ele, é um sinalizador positivo, mas ainda pouco representativo para apontar tendências do consumo no ano.
— Temos projeção de alcançar um crescimento de 3,30% no consumo em 2025. Os resultados dos primeiros dois meses são importantes, porque sinalizam expansão, mas ainda é cedo para avaliações, porque é um período muito atípico de demanda, por ser época de férias, viagens e tradicionais despesas extras do consumidor no início de ano — avalia.
O presidente executivo da Amis explica também que o crescimento positivo em relação ao primeiro bimestre de 2024, advém de fatores como contínua redução do desemprego no estado, com o aumento da renda do consumidor.
— Um consumidor com mais renda, demanda uma cesta maior de produtos e mais serviços na loja, o que incentiva o crescimento e desenvolvimento do setor — resume o presidente executivo da Amis.
Variação regional
O consumo nos supermercados mineiros segue em alta em todas as regiões do estado no acumulado de 2025 até o momento.
A maior variação positiva foi registrada na região Central, que fechou com acumulado de 2,83%. Em segundo lugar, o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba apresentaram alta de 2,23%. Já a região Norte/Noroeste, embora com a menor variação entre as regiões, também registrou resultado positivo de 1,23%.
Centro – Oeste
A região Centro-Oeste encerrou os dois primeiros meses de 2025 com desempenho positivo no consumo dos lares. Conforme a pesquisa, o acumulado no período alcançou 1,55%, sinalizando uma tendência de recuperação econômica e aumento gradual da confiança dos consumidores.
O resultado acompanha o movimento observado em outras regiões do estado, que também registraram variações positivas, e reforça o otimismo do setor supermercadista com o cenário atual. Para especialistas, o crescimento no consumo está diretamente ligado à maior estabilidade nos preços dos alimentos, à recuperação do poder de compra e a um ambiente econômico mais favorável.
— Este início de ano está sendo ótimo para nossa rede e a expectativa é de que, com o avanço do ano e o aquecimento provocado por datas comemorativas e sazonalidades do mercado, o setor continue apresentando bons índices, consolidando a retomada do consumo na região e contribuindo para o fortalecimento da economia local — argumenta o gerente Sérgio Antônio de Oliveira.
Aumento da renda
O aumento da renda disponível das famílias é um indicador fundamental para impulsionar o consumo, especialmente em setores como o varejo de supermercados. Quando mais pessoas têm acesso a uma renda estável e crescente, tendem a gastar mais em bens essenciais e supérfluos, o que, por sua vez, estimula o crescimento do comércio.
Além disso, outras fontes de renda, como programas de transferência de renda, investimentos e até mesmo a economia informal, também desempenham um papel importante no aumento do poder de compra das famílias.
— O crescimento do número de pessoas com renda, seja através do aumento do emprego ou de outras fontes, é um fator fundamental que impulsiona o desempenho do setor supermercadista, criando um ciclo virtuoso de crescimento econômico para vários segmentos — destaca o economista Lazaro Ribeiro.
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