Consumo nos supermercados mineiros cresce em outubro

Jorge Guimarães
A demanda nos supermercados mineiros apresentou em outubro último, um crescimento de 4,48% em relação a setembro, segundo dados do Índice de Consumo dos Lares Mineiros, levantamento mensal realizado pela Associação Mineira de Supermercados (Amis).
A pesquisa, que acompanha o comportamento de consumo em empresas do setor de todos os portes e regiões de Minas Gerais, também revelou alta de 4,51% na comparação com outubro de 2024. Os números já estão deflacionados pelo Indice de Preços ao Consumidor (IPCA) monitorado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que reforça o avanço real do consumo. No acumulado de janeiro a outubro, o setor registra expansão de 3,17% na demanda, indicando um cenário de recuperação gradual e fortalecimento do consumo das famílias no estado. Os números da região Centro-Oeste também são positivos.
Motivos
O presidente executivo da Amis, Antônio Claret Nametala, avalia que, tradicionalmente, a movimentação de consumidores nos supermercados em outubro sempre supera a de setembro. Ele explica os principais motivos para o crescimento neste ano.
— Precisamos considerar dois fatores fundamentais. Tivemos uma base baixa de comparação de setembro, quando o consumo apontou uma retração de 3,43%. Além disso, temos o efeito do calendário, com 31 dias em outubro, frente a 30 em setembro. Num setor essencial como o varejo supermercadista, um dia a mais de funcionamento é muito relevante — explica Claret.
Claret analisou ainda o desempenho sobre o mesmo mês do ano passado e o acumulado do ano até outubro. Para ele, o crescimento está ligado também a fatores macroeconômicos, como a crescente melhora da economia mineira, com mais geração de emprego e melhora da renda.
— O estado tem registrado níveis de desemprego abaixo da média do País, e isso reflete no consumo dos lares — acrescenta o executivo.
Meta
E pela primeira vez no ano, o desempenho acumulado do setor superou a marca dos 3%, aproximando-se das projeções traçadas para 2025. O resultado reforça o cenário de recuperação gradual observado ao longo dos últimos meses. Segundo Claret, no início do ano, a expectativa era de um crescimento de 3,30%, meta que agora se mostra cada vez mais viável.
— Acreditamos que, com os resultados de novembro e de dezembro, poderemos alcançar essa previsão — destaca.
O otimismo é sustentado pela melhora consistente dos indicadores e pelo aquecimento do consumo no último trimestre, tradicionalmente mais forte para o varejo.
Regional
Na avaliação regional, a pesquisa aponta que, ainda na comparação de outubro sobre setembro, todas as regiões de Minas Gerais apresentaram crescimento, porém com desempenhos distintos. O Norte/Noroeste, apesar do avanço considerado positivo, registrou o menor índice do período, com alta de 3,94%. Logo em seguida aparece a região Centro-Oeste, com crescimento de 4,03%. Já a região Central se destacou com a maior variação mensal, alcançando 5,17%, refletindo um desempenho mais aquecido no consumo.
Quando analisado o crescimento acumulado no ano, o melhor resultado foi observado na Zona da Mata, que atingiu 3,96%, liderando o ranking estadual. Em contrapartida, o Norte/Noroeste volta a aparecer com o menor desempenho acumulado, de 2,86%. A Centro-Oeste, por sua vez, soma no acumulado de janeiro a outubro um crescimento de 2,99%, mantendo trajetória de expansão moderada. Dados, conforme a associação, que evidenciam as diferenças no ritmo de recuperação do consumo entre as diversas regiões do estado.
Natal
E segundo, também pesquisa divulgada da Amis, em outubro, a expectativa dos empresários do setor é de que as vendas no Natal e no fim de ano apresentem crescimento de 6,8% em comparação com o mesmo período do ano passado.
O gerente de supermercados Sérgio Antônio de Oliveira avalia com otimismo as projeções para o período mais importante do calendário do varejo alimentar.
— O fim de ano é, sem dúvida, a nossa maior vitrine. As famílias se organizam para as ceias, confraternizações e viagens, e isso reflete diretamente no aumento da procura pelos supermercados — destaca Sérgio Antônio.
Para ele, além do apelo emocional das festas, o comportamento do consumidor também muda neste período.
— As pessoas compram mais, diversificam os itens e buscam produtos de melhor qualidade para celebrar com a família — pontua.
O gerente lembra ainda que a sazonalidade transforma o último trimestre no momento de maior movimento do ano.
— Esse é o período em que o setor trabalha no seu pico. A expectativa de crescimento de quase 7% mostra que o consumidor está mais confiante, e isso é muito positivo para toda a cadeia do comércio — conclui.
Foto/Divulgação/Amis
As vendas nos supermercados ao longo do ano vem se mantendo dentro do esperado
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