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Economia

Consumo nos supermercados mineiros fecha 2024 em 3,84%

Consumo nos supermercados mineiros fecha 2024 em 3,84%

Da Redação

O consumo dos lares nos supermercados mineiros fechou o ano passado com crescimento médio de 3,84%. A informação é do Índice de Consumo dos Lares Mineiros, pesquisa mensal da Associação Mineira de Supermercados (Amis), com empresas de todos os portes em todo o estado.

Dezembro

A pesquisa aponta também que em dezembro, mês marcado pelo pico das demandas ocasionadas pelo Natal e festividades de final de ano, o consumo nas lojas teve expansão de 15,17% sobre novembro. Os números já estão deflacionados pelo Índice Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sendo que na comparação de igual período em 2023, houve crescimento de 6,35%.

Fatores 

O presidente executivo da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Antônio Claret Nametala, analisa os resultados e aponta o que influenciou diretamente o consumo no setor em 2024.  

— O crescimento real de 3,84% da demanda é superior ao que projetamos no início do ano, que era de crescer 3%. Mas tivemos alguns fatores que favoreceram a procura do consumidor em nossas lojas. Notadamente, a redução da taxa de desemprego, fechou 2024 em mínima histórica de 6,6%, que em Minas Gerais sempre esteve abaixo da média nacional no decorrer do ano, e a melhora dos rendimentos dos salários — avalia Claret. 

Ainda segundo ele, tem os reflexos das políticas governamentais de incentivo ao consumo em âmbito nacional, estadual e municipal.

Superar dificuldades 

Por outro lado, o presidente executivo da entidade destaca que, para atender a essa demanda, o setor precisou superar grandes dificuldades. 

— Foi um ano difícil com os custos de forma geral muito altos; a taxa de juros crescendo; o câmbio muito valorizado; dificuldade de contratar pessoal e, com incidência mais direta no comportamento da demanda, tivemos muita oscilação de preços, especialmente, motivado por fatores climáticos diversos por todo o Brasil — pontua o presidente executivo.

 Namatela lembra que, em muitos casos, são custos que os supermercados têm de absorver em parte porque não há espaço para repassar preços.  

— É importante deixar claro para o nosso consumidor final, que tanto quanto ele, os supermercados têm grandes dificuldades de negociar e absorver esses aumentos —disse.

Natal – dezembro x novembro

Em dezembro sobre novembro, o crescimento de 15,17% no consumo dos lares mineiros ficou abaixo do que historicamente ocorre nessa comparação. Normalmente, o crescimento fica acima de 20%, mas a redução pode ser explicada pela base alta em novembro. 

— Verificamos uma antecipação do consumo de dezembro para novembro. Não podemos dizer ainda que isso seja uma tendência, que se repetirá nos próximos anos, mas percebemos essa mudança. Temos ações como a Black Friday; e mesmo o comportamento daquele consumidor que prefere fazer as compras com antecedência. Tudo isso levou a essa diluição da demanda entre novembro e dezembro. A prova disso é que novembro, tradicionalmente, com resultados negativos ou próximos de zero, teve um desempenho bem melhor, 3,54% sobre outubro – explica Claret.

Variação regional

No comparativo por regiões, a pesquisa mostra que em 2024 o Triângulo e Alto Paranaíba tiveram o maior crescimento, com 4,54%. O menor índice foi verificado no Norte/Noroeste, com 3,62%. Já a região Centro-Oeste teve 3,80% de crescimento.

— Os números regionais confirmam aquilo que sempre dissemos aqui. Regiões como Triângulo/Alto Paranaíba, Sul e Zona da Mata sempre puxam a média para cima; por outro lado, há regiões com crescimento consolidado, mas sem grandes elevações — esclarece Claret.

Aberturas 

As empresas supermercadistas mineiras de todos os portes preveem continuar o movimento de expansão neste ano. Contabilizando somente as unidades efetivamente novas, ou seja, desconsiderando reformas, aquisições, ampliações e mudanças de bandeiras, 80 novas unidades devem ser inauguradas em 2025.  Os aportes previstos são da ordem de R$ 1,260 bilhão até dezembro. O número de empregos diretos gerados por esses novos empreendimentos será em torno de 8.400 novos postos.

ABC

E seguindo sua estratégia de crescimento e inovação no varejo, o Grupo ABC dá mais um passo significativo em sua trajetória de expansão, ao revelar que ao longo deste ano, projeta inaugurar um total de dez lojas. Três delas, incluindo a recém-inaugurada, sendo da bandeira ABC Plus. Reafirmando assim o compromisso do grupo em diversificar suas operações e atender diferentes perfis de público.

— Nós pretendemos construir  10 lojas neste ano entre atacarejo, super e ABC Plus, num total de três, em cidades diferentes — afirma o diretor Comercial e de Marketing do Grupo ABC, Thúlio Martins.

Foto Divulgação/Amis

Setor supermercadista deve gerar 8.400 novos postos de emprego ao longo de 2025

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