Contraditório, não?

As experiências da vida nos mostram que precisamos ser prudentes, principalmente ao abrir a boca. Hoje em dia, então, que tudo vai para internet, o cuidado precisa ser redobrado para depois virar contradição ou motivos de críticas. Situação vivida atualmente pelo ex- governador Romeu Zema (Novo), que sempre condenou o financiamento público de campanhas. Agora, candidato à Presidência da República, recebeu R$ 1,75 milhão do fundo partidário para sua empreitada eleitoral. Os valores vindos da direção nacional do Novo, foram divididos em duas parcelas – uma inicial de R$ 750 mil, no último dia 10, e outra de R$ 1 milhão, do dia 14 também deste mês. Do montante, já gastou R$ 350 mil em assessoria em marketing e outros gastos. Já dizia minha querida avó: "boca fechada não entra mosquito".
'Rabo preso'
Eita termo usado por tantos políticos em quase todos os discursos. Mas, é aquela coisa, entre falar e fazer ou praticar, há uma diferença enorme. Por isso, a contradição do ex-governador. Em março último, quando passava o Governo para Mateus Simões (PSD), Zema afirmou que queria mostrar ser um candidato que “não tem o rabo preso”, quando criticou o financiamento de partidos e campanhas. “Eu acho um absurdo o Brasil gastar R$ 6, R$ 7 bilhões por ano com o fundo partidário e o fundo eleitoral”, disse à época. A coordenação de campanha de Zema foi procurada pela Itatiaia para comentar o agir totalmente ao contrário do que pregou, mas não havia respondido. E provavelmente, não o fará. Explicar o quê?
Mesma coisa
Outro exemplo de "falta de freio na língua" é da prefeita de Frei Gaspar, no Vale do Jequitinhonha, Jackeliny Nascimento (PT), ao declarar apoio ao candidato ao Governo de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos). A fala da chefe do Executivo publicada nas redes sociais causou desconforto no Partido dos Trabalhadores. Situação até então inusitada. Mas, o senador divinopolitano não é o único opositor ao PT que Jackeliny declara apoio. Na publicação aparecem também dois nomes: o deputado federal Euclydes Pettersen e o estadual Neilando Pimenta. O que salvou foi a declaração de apoio a Lula e à candidata ao senado Marília Campos (PT). “Esse é o nosso time”, frisou. No entanto, a infração das regras, vai lhe render, por enquanto, um cartão amarelo, se não tivesse os dois nomes petistas na equipe montada por ela, levaria o vermelho, sem dúvida.
Escolhas delas
Sobre a polêmica envolvendo a prefeita, o candidato do PT ao Palácio Tiradentes, Ananias minimizou, durante solenidade de lançamento de campanha de Lohanna França (PV), em BH, a dissidência da prefeita. Conforme o postulante, não irá trabalhar questão de desistência, pois as pessoas fazem as escolhas que acham mais adequadas. Se ele pensa assim, os outros não têm o que dizer.
Mega evento
Ainda no assunto PT, o principal nome do partido no país, e que busca se sentar na mesma cadeira a partir de 2027, o presidente Lula, candidato à reeleição, estará em Belo Horizonte nesta sexta-feira, 21, para o início da mobilização de sua campanha em Minas. É a primeira visita do chefe do Executivo nacional visita o Estado desde o início oficial da campanha. O petista participa de ato na Praça da Estação, no Centro, a partir das 19h, ao lado do postulante ao governo de Minas, Patrus Ananias. Para os petistas, é um momento propício, visto que o atual presidente segue liderando a corrida, conforme a Pesquisa Nexus/BTG divulgada na última segunda-feira, onde aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). O filho do ex-presidente que também esteve em Minas no início da semana, com o mesmo objetivo: entrar em sintonia como segundo maior colégio eleitoral do país, e estratégico na disputa pelo Palácio do Planalto.
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