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Preto no Branco

Mas, já?

Por Gisele Souto · Redação· 4 min de leitura
Mas, já?

Nem entrou e já caiu. O último dia de convenções partidárias, realmente foi surpreendente. A decisão da Federação União Progressista em retornar à aliança com o governador Mateus Simões (PSD), minou os planos de Marcelo Aro de disputar o Governo de Minas. O  anúncio foi feito já na noite desta quarta-feira, 5. Isso depois de os partidos federados terem sido  considerados "carta fora do baralho" do governo do Estado na semana passada depois que o ex-secretário da gestão, Marcelo Aro (PP) rompeu com Simões para construir a sua própria candidatura ao Palácio Tiradentes. A estratégia de Aro era ter, além da federação, o PL e o Republicanos em sua coligação. No entanto, a intenção começou a desmoronar quando Flávio Bolsonaro anunciou seu xará Roscoe como candidato da sigla ao governo. Logo depois, ocorreu a debandada das outras legendas. Isso significa que Aro volta cabisbaixo para ser o senador da chapa, depois de ser chamado de traidor. Ou seja, “o mundo não dá voltas, gira numa velocidade incrível”.

O roteiro 

Antes da rasteira, Aro chegou a obter a sinalização de apoio à sua candidatura da cúpula do PL, Republicanos, por meio do presidente nacional, Marcos Pereira, e da Federação União Progressista. Na ocasião, ele chegou a argumentar que Cleitinho Azevedo não seria candidato e que o apoiaria se caso fosse. Coincidência, no dia seguinte, a direção nacional e estadual do Republicanos divulgou uma nota negando a legenda para o senador de Divinópolis na corrida ao Palácio Tiradentes. A sigla alegou sua decisão alegando que Cleitinho não compareceu à convenção da legenda. Ele foi à praça em coletiva à imprensa e afirmou que seria candidato. Foi a gota d 'água para o PL esfriar seu apoio a Aro, o que culminou com o lançamento candidatura própria nesta quarta. 

Vai ou não

Desde o anúncio que permaneceria candidato, tendo como vice, Eduardo Falcão, Cleitinho teve a vida, literalmente, "virada de cabeça para baixo". Entre idas e vindas, reuniões, discussões e apelos, teve o pedido negado por Marcos Pereira, e foi rechaçado. Chegou a falar em desconhecimento e imaturidade política. Mas, o senador não recuou e mesmo com o PL lançando candidatura varou a madrugada desta quinta-feira, 6, debruçado em mesas com Falcão, o presidente do Republicanos em Minas, Euclydes Pettersen, mesmo depois da publicação da ata do partido. O documento foi publicado sem seu nome, por enquanto, as publicações da imprensa dão conta de quê ele está fora do processo porque o Republicanos não lançará candidato à principal cadeira do Executivo no Estado. Mas, será? Daqui até dia 15, esse tabuleiro pode ter novos componentes e um novo formato.

Últimos minutos 

Se de um lado, PL e Republicanos ainda são uma incógnita, outros partidos na corrida já garantiram até seis vices. Um deles, o PT. O PSB indicou o ex-procurador-geral do Estado, Jarbas Soares, para vice na chapa encabeçada por Patrus Ananias (PT). Aliança que foi fechada nos últimos minutos do prazo de convenções. O PSB indicou também o primeiro e o segundo suplente da candidata ao Senado, Marília Campos (PT). Pelo menos a chapa está completa, como a de Gabriel Azevedo (MDB) que foi buscar uma vice lá em Montes Claros, Trata-se da vereadora Maria Helena e a apresentação ocorreu também nesta quarta-feira. Já Kalil terá ao seu lado,o ex-deputado federal Carlos Mosconi (PSDB). Enquanto isso, Simões também segue à espera de um nome do Novo.  Neste caso, para a política serve também um ditado conhecido: "Quem chega na frente, bebe água limpa". 

Velha política 

Assim como tem aqueles brigando para entrar, outros deixam o embate por cargos, pelo menos por enquanto. Um deles é o presidente da Executiva Nacional do PSDB, Aécio Neves, que atualmente é deputado federal. Ele anunciou, nesta semana, que não vai concorrer a nenhum cargo eletivo após mais de 40 décadas de mandatos consecutivos. Sobre a decisão, o neto de Tancredo que já exerceu diversos cargos, como governador de Minas, senador e presidente da Câmara Federal, disse que em alguns momentos na política é preciso “coragem, coerência e desprendimento”. E não só isso chamou atenção em relação ao tucano. Selou as pazes com Alexandre Kalil depois de anos de briga, envolvendo críticas dos dois lados, sem sequer trocarem uma palavra. É a velha política em ação, visto que o vice de Kalil é do seu partido.


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