Por quê? - Preto no Branco

É a pergunta que todos fazem sobre a retirada do nome de Cleitinho Azevedo da corrida ao governo de Minas pelo Republicanos, seu partido. Por que a legenda nega a possibilidade ao senador que lidera as pesquisas em todos os cenários com mais de 20% de frente desde a divulgação da primeira? É a pergunta que muita gente em todas as regiões de Minas vem fazendo, desde que os diretórios do Estado e o Nacional publicaram uma nota informando que Cleitinho estava fora do páreo. A alegação é de que ele demorou a confirmar seu nome junto à sigla, e o tempo acabou. Estranho é que em coletiva convocada pelo senador na noite desta quarta-feira, 29, ele afirmou que teria comunicado ao presidente na sigla nacional, Marcelo Pereira, no domingo, 26, sua decisão de ser candidato. Além do mais, seu irmão, o deputado Eduardo Azevedo disse a toda imprensa mineira durante a convenção do PL, na segunda-feira, 27, em Belo Horizonte, que Cleitinho havia lhe afirmado no dia anterior, ou seja, também no domingo, que disputaria a eleição. Teria tudo isso sido ignorado, ou há outro motivo por trás? Perguntas que continuam no ar.
Sem alteração
E poucas horas depois de Cleitinho confirmar sua candidatura na coletiva de imprensa na Praça do Santuário, pesquisa mostra que ele segue liderando nova pesquisa de intenções de voto para o Palácio Tiradentes em todos os cenários em que foi testado. Os números são da RealTime Big Data, divulgada na manhã desta quinta-feira, 30. O levantamento foi feito antes de o senador ter ratificado que disputaria as eleições de outubro. Os seis primeiros colocados no cenário um, são: Cleitinho Azevedo (Republicanos): 36%; Alexandre Kalil (PDT): 15%; Patrus Ananias (PT): 14%; Mateus Simões (PSD): 10%; Gabriel Azevedo (MDB): 7% e Vittorio Medioli (PL): 3%. No dois, Cleitinho Azevedo (Republicanos): 37%; Alexandre Kalil (PDT): 15%; Patrus Ananias (PT): 14%; Mateus Simões (PSD): 10%; Gabriel Azevedo (MDB): 7%; Maria da Consolação (Psol): 3%; Ou seja, não tem para ninguém, 21% e 22% de frente, respectivamente. Os números falam por si só.
Marília em alta
Quando a cadeira é a do Senado, com duas vagas para Minas Gerais em 2026, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) liderando a disputa, seguida ora pelo ex-secretário de Romeu Zema (Novo) Marcelo Aro (PP), que pode se candidato ao governo, a depender do Republicanos, ora por Aécio Neves (PSDB). Marília aparece na frente em todos os cenários, com intenções de voto variando entre 18% e 20%. Em seguida aparece o deputado Aécio Neves (PSDB), com 16%. O senador Carlos Viana (PSD), o deputado Domingos Sávio (PL) e o ex-secretário Marcelo Aro (PP)aparecem embolados na terceira posição, com variações em suas intenções de voto de acordo com o cenário. Viana tem 11%; Aro, entre 10% e 12%; e Domingos Sávio, entre 9% e 11%. Em outro levantamento publicado ontem, o outro foi na quarta, Marília Campos (PT): 21%; Marcelo Aro (PP): 14%; Aécio Neves (PSDB): 13%; Carlos Viana (PSD): 12% e Domingos Sávio (PL):9%. Em outro cenário sem Aro e Aécio, Sávio aparece em terceiro lugar com 15%. Disputa que também promete, principalmente, se Aro for confirmado no embate pelo Palácio Tiradentes.
Palácio do Planalto
Em outra disputa, a mais importante do país, a do Palácio do Planalto, o presidente Lula (PT) aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) em simulações de segundo turno, conforme também a pesquisa PoderData/Aya. No cenário que simula o embate entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), o petista aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador tem 43%. Outros 9% afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 2% não souberam responder. Na estatística anterior do mesmo instituto, realizada em 15 de julho, Lula registrava 45%, enquanto Flávio 43%. Com isso, o petista oscilou um ponto percentual para cima, e o senador manteve o mesmo patamar. Segue apertadíssima e acirrada.
Zema e Caiado
Trocando de nomes, em um possível segundo turno entre Lula e Romeu Zema (Novo), o presidente soma com 44%, contra 42% do chefe do ex -governador. Na rodada anterior, Lula registrava 44% e Zema, 41%. O petista manteve o percentual, enquanto o governador oscilou um ponto para cima. Já no cenário entre Lula e Caiado, o presidente também aparece com 44%, enquanto o chefe do Executivo goiano tem 43%. Igualdade que pode surpreender um lado ou outro, pela diferença mínima. Aguardemos, pois segue o jogo!
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