Carregando clima…
Preto no Branco

Em último

Por Gisele Souto · Redação· 4 min de leitura
Em último

A cada divulgação de pesquisas sobre disputa eleitoral em 2026, os números divergem, principalmente para o Palácio da Alvorada, e a depender do instituto. A última, por exemplo, divulgada nesta terça-feira, 15, aponta o atual presidente Lula (PT) com 40,5% das intenções de voto para o primeiro turno. Seu principal concorrente, Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo, com 30,4% da preferência do eleitorado. O levantamento também questionou os entrevistados sobre outros nomes.  Augusto Cury (Avante), apontado como da terceira via, continua na terceira colocação, desta vez, com  6% dos votos. Completam o ranking, Ronaldo Caiado (PSD), com 3%; Renan Santos (Missão), com 2,7%; Pablo Marçal (PRTB), com 1,8% — já saiu, candidatura rejeitada—; e Romeu Zema, com 1%. O ex-governador de Minas, não sai do lugar, até o momento, sempre em último lugar.


Novidade no front

Um sai, o outro já está pronto. Com a candidatura rejeitada, Pablo Marçal está fora da disputa à Presidência. Mas, imediatamente, Leonardo Avalanche, que é presidente do PRTB, e até então, era vice, será o seu substituto. A rejeição do nome de Marçal foi por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No sistema do órgão eleitoral, a candidatura de Avalanche aparece como "aguardando julgamento". Avalanche revela que eles lutaram até o final para manter Marçal na disputa. Natural de Anápolis, em Goiás, o agora candidato nasceu em 1989, se formou em direito e é analista de sistemas. Assumiu a presidência nacional do PRTB em 2024 e coordenou a campanha Marçal pela Prefeitura de São Paulo naquele ano. Chegou a ser afastado do comando do partido, mas voltou em fevereiro último voltou ao cargo. Pensando em que será?


Sem surpresa

O vexaminoso julgamento no Supremo Tribunal Federal — inédito no país, diga-se de passagem — sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode ficar suspenso até dezembro após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Surpresa? Zero. O ministro solicitou mais tempo para analisar o caso antes do encerramento da sessão da Corte nesta terça-feira, 15, em meio a uma discussão entre os membros da corte. Isso significa que o julgamento fica suspenso por até 90 dias. O pedido começa a contar o prazo de 90 dias para Dino devolver o caso ao plenário. A suspensão deixa em aberto a data dos julgamentos envolvendo Alexandre Moraes e André Mendonça. No entanto, existe a possibilidade de o processo ser retomado antes do fim desse período. Será? Se o objetivo é exatamente este.


Agenda em Minas

Dono do segundo maior colégio eleitoral do país, o território mineiro é a “cereja do bolo”, principalmente dos candidatos à Presidência. Por isso, eles vêm com frequência saborear um pedaço da iguaria. É o que faria um deles, Lula (PT). No entanto, ele precisou cancelar a caminhada com apoiadores que seria realizada nesta quinta-feira, 17, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. O motivo foi que a pista do aeroporto da cidade não comporta aterrissagem de aeronaves, como a usada pelo chefe do Executivo nacional. No entanto, o compromisso de Lula em Montes Claros está confirmado para a mesma data. A considerada capital do Norte de Minas é a principal base eleitoral da presidente do PT mineiro, deputada estadual Leninha. O objetivo do partido é promover um grande comício na cidade. Já Flávio Bolsonaro deve visitar o Estado na próxima semana, onde pretende cumprir agenda em municípios do Vale do Mucuri, Sul e Triângulo Mineiro. Estas podem ser as últimas visitas dos dois a Minas nesta reta final de 1º turno.


Calendário apertado

Apesar da proximidade do dia da votação, setembro também tem um calendário arroxado. Esta terça, por exemplo, foi a data limite para a conclusão da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais pelo TSE. Também terminou o prazo para solicitações de apoio de transporte por comunidades indígenas e quilombolas. Já a partir do dia 19, próximo sábado, os candidatos não podem ser detidos ou presos, a não ser em flagrante delito. A não ser em decorrência de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto. Situação que não tem muito a ver com o processo eleitoral, mas se é norma e sempre foi assim, manda quem pode...

 


Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Leia também

Mais recentes

Do nosso arquivo

Veja tudo o que publicamos em setembro de 2026

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…