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Apoio - Preto no Branco

Por Gisele Souto · Redação· 3 min de leitura
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O 7 de setembro, quando se comemora a Independência do Brasil, há muito deixou de ser celebrado com este objetivo. Quase não se veem pelo país, desfiles cívicos e outros atos alusivos à data. No entanto, em ano eleitoral, quando o brasileiro vai eleger representantes para os principais cargos no Executivo e no Legislativo, é claro que a data não passou em branco. Na verdade, não como deveria, mas um prato cheio para os candidatos se autopromover usando o dia como tema. Dito isso, será que alguém estava de fato pensando no bem do país e de seu povo? Diferente disso, é preciso ressaltar a iniciativa da prefeita Janete Aparecida (Novo), que, após muitos anos, voltou com a programação em Divinópolis. Não foi como planejado devido à chuva, no entanto, o começo do que nunca deveria ter acabado e ela teve a iniciativa de resgatar. 

Quente 

A terça-feira pós feriado amanhece fria em algumas regiões do país. Muito diferente dos corredores políticos, das campanhas eleitorais e, principalmente, do embate no Supremo Tribunal Federal (STF). Por lá, a coisa está pegando fogo. Logo pela manhã, o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Também teve o mesmo destino, Leandro Almada, diretor de inteligência da corporação. Conforme a decisão de Mendonça, as medidas são necessárias para garantir que integrantes do STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da PF exerçam suas funções "sem constrangimentos ilegais". A decisão ocorre em meio à crise no Supremo após o ministro Alexandre de Moraes usar relatórios sem autoria identificada para apontar possíveis irregularidades na atuação de Mendonça nos casos Banco Master e INSS. Mendonça também determinou a suspensão da produção e do compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar atos praticados no exercício de funções constitucionais de magistrados, integrantes da advocacia pública e da própria polícia judiciária. Ou seja, avança em um ponto e retrocede em outro. Pelo fato de exercerem certos cargos, as informações sobre suas práticas têm que ser sigilosas? 

O motivo?

Claro. Já que em outra frente, Edson Fachin havia determinado que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em cinco dias úteis, sobre documentos e acusações encaminhados por Moraes contra Mendonça. Depois da resposta da PGR, Mendonça terá igual prazo para responder. Mas, a situação pode ter novos desdobramentos ao longo da semana. Mendonça também liberou para julgamento no plenário o caso relacionado às mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro. Cabe a ele definir quando o processo será analisado. Até o momento, não há data anunciada para o julgamento. Porém, acredita-se que os próximos dias podem apresentar novidades. Que situação! Vale lembrar que trata-se do maior poder da Justiça do país. 

Contas 

Na corrida eleitoral que segue a todo vapor, candidatos e partidos passam nesta semana por uma etapa importante: a fiscalização das campanhas. De amanhã a domingo, 13, candidaturas, partidos, federações e coligações devem apresentar à Justiça Eleitoral a prestação parcial de contas das Eleições de 2026. Os documentos precisam conter a movimentação financeira e os recursos estimáveis em dinheiro recebidos ou utilizados desde o início da campanha até esta terça, 8. Após o procedimento, as informações serão disponibilizadas para consulta pública no DivulgaCandContas. É óbvio que os números serão apresentados, mas daí a serem verdadeiros, "são outros quinhentos". 

Depois 

Com as campanhas nas ruas, nas redes, nos atos como o 7 de setembro, não há dúvidas de que os candidatos estão muito ocupados. Afinal, dia 4 de outubro bate à porta. Por isso, os digníssimos deputados e senadores só voltam a atuar nos seus respectivos cargos, após a votação do primeiro turno. Isso significa que as deliberações ocorram lá pelo dia 12. E o desfalque não é pequeno. No total, 32 senadores e 437 deputados concorrem à reeleição neste ano. Enquanto quase 500 estão fora, propostas consideradas importantes, como a escala 6x1 e a chamada PEC da Segurança Pública, aguardam para serem analisadas. Fazer o quê? O povo, como sempre, pode esperar. Será que um dia essa paciência acaba?


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