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Preto no Branco

Fora do cargo 

Por Bruno
Fora do cargo 

Rodrigo Tavares  não é mais diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). O anúncio foi feito ontem pelo governo de Minas. Tavares estava à frente do cargo há três anos à frente do órgão. E já tem um nome a vista:  trata-se do atual vice-diretor-geral do órgão, Matheus Guimarães Novais. No comunicado, a gestão de Romeu Zema (Novo) destacou o papel do agora ex-diretor no programa "Caminhos para Avançar", e disse que ele é considerado o “maior projeto de recuperação rodoviária das últimas décadas em Minas Gerais”. Porém, todavia, entretanto, foi destituído do cargo. Questões eleitorais visando 2026 que o digam. 

Assassinados na Ditadura 

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) entregou ontem, as certidões de óbito revisadas às famílias de 63 pessoas assassinadas pelo Estado brasileiro durante o período da Ditadura Militar. A data da entrega, 28 de agosto, marca os 45 anos da promulgação da Lei da Anistia, de 1979. O então presidente, João Figueiredo, assinou a norma, concedendo o perdão aos perseguidos políticos do país e abrindo caminho para a redemocratização. Ainda dentro do mês, amanhã, 30, será celebrado o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados. Além dos familiares das vítimas, participaram da audiência integrantes da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Entre os membros do colegiado, Vera Silva Facciolla Paiva, filha do ex-deputado federal Rubens Paiva, assassinado pelos militares em 1971. As pessoas devem ser lembradas em vida, pois o costume por aqui, é o desespero e os pedidos de perdão, ocorrem no à beira do caixão. Mas, neste caso, é uma questão de justiça e humanidade. Aplausos a deputada Bella Gonçalves (PSOL).

Violência contra a mulher 

Em um momento em que os casos de agressões e feminicídios não para de crescer, outra iniciativa na ALMG promete contribuir para que menos mulheres se tornem alvos. O Projeto de Lei (PL) 3.704/22, que cria o Observatório Estadual da Violência contra a Mulher, pode institucionalizar e fortalecer uma iniciativa já em andamento no Executivo, o Observatório Interseccional de Gênero de Minas Gerais (Observa Minas). Essa é a perspectiva de especialistas que participaram de audiência na Casa nesta terça. 25, organizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, que tem à frente a deputada Ana Paula Siqueira (Rede). A proposta de autoria da deputada Ana Paula Siqueira (Rede), tramita em 2º turno. A audiência buscou, justamente, coletar sugestões de aprimoramento da ação já existente. A deputada Lohanna (PV), relatora da proposta, avaliou que o Observa Minas é "robusto" e que o PL 3.704/22 garante respaldo legal, colocando também mais pressão sobre o gestor público. Por isso, a importância de transformá-lo em lei. Apesar de que as atuais não estão amedrontando os agressores, sem dúvida, é mais um reforço. 

Vítimas diárias 

E como dezenas de estatísticas apontam, a  pesquisa "Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil", do Fórum de Segurança Pública e do Instituto Datafolha, divulgada no ano passado, revelou que uma a cada cinco mulheres no Brasil foi violentada em 2024 — número expressivo que engloba mais de 21 milhões de brasileiras. O estudo aponta  ainda que, em dez anos, o feminicídio fez, ao menos, 11.458 vítimas no país. Situação vista e sentida em cada canto deste país, infelizmente. Somente em Divinópolis, por exemplo, mais de 900 mulheres sofreram violência doméstica no primeiro semestre de 2025. Quase 200 casos a mais em relação ao ano passado no mesmo período. Números preocupantes que acenderam o alerta vermelho há muito tempo, e ninguém está dando conta de apagar, ou pelo menos descer para a cor laranja. 

Promovido 

O comandante do 10º Batalhão de Bombeiros Militar,  com sede em Divinópolis, Joselito Oliveira de Paula, foi oficialmente promovido à mais alta patente da corporação: coronel.  A solenidade de promoção foi realizada na manhã desta quarta-feira, 27, em cerimônia presidida pelo governador Romeu Zema, no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte. Com mais de 25 anos de serviços prestados - e brilhantes, diga-se de passagem-,  de proteção da vida, o agora coronel se consolida como uma das lideranças mais atuantes e respeitadas da corporação  na cidade de onde é natural, e na região. E tem um diferencial: é primeiro comandante do 10º BBM nascido e criado no município, onde ocupa o posto desde fevereiro de 2024, quando assumiu o lugar da formiguense Amanda Cristina, que também foi promovida. A notícia triste é que Joselito deixa o 10º BBM para assumir o 3º Comando Operacional de Bombeiros em Juíz de Fora, na Zona da Mata mineira. Parabéns duplo a essa pessoa ímpar e querida por todos ao seu redor, e por onde passa. Vai fazer falta!

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