"Preconceituosa e sofrível”

Da Redação
São as duas palavras usadas pela deputada Bella Gonçalves (PSOL) para classificar a declaração do governador Romeu Zema (Novo) sobre a situação dos moradores de rua nas grandes cidades do país. Em entrevista ao programa Roda Viva, na noite de segunda-feira, 25, Zema afirmou que o poder público “abandonou” os moradores de rua, que vivem em meio a dejetos e lixo. Ao ser questionado sobre uma declaração em outra entrevista, em que comparou a situação dos moradores de rua com carros abandonados, Zema afirmou que não defende que seres humanos sejam guinchados, mas cobrou medidas mais rígidas do poder público para enfrentar o problema. Mas, o poder público não é ele à frente do Governo de Minas? Ou a responsabilidade é só do governo federal ou das prefeituras?
Fraudes no INSS
Parece que a “vergonha nacional” que foi é o escândalo dos desvios dos aposentados do INSS vai ganhar finalmente a atenção que merece. O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), apresentou nesta terça-feira, 26, o plano de trabalho com seis eixos centrais de investigação. O documento também prevê que as apurações retroajam até 2015 e fixa prazo de 180 dias para a conclusão dos trabalhos. A comissão começou os trabalhos com mais de 900 pedidos de requerimento. Entre eles está o requerimento para convocação de autoridades para esclarecer as fraudes nos descontos associativos do INSS. Agora é ouvir todos os responsáveis que passaram pelos governos de dez anos para cá. Espera-se que desta vez, não haja “arranjos políticos”, e não acabe em pizza como outras. Afinal, a situação que é gravíssima exige seriedade, e principalmente, imparcialidade.
Casos de violência
Aprovado no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em definitivo, na última semana, o Projeto de Lei (PL) 344/23. Ele determina a continuidade da obrigação de avisar a polícia sobre casos de violência, mesmo após o fim da pandemia de covid-19. De autoria do deputado Charles Santos (Republicanos), a iniciativa altera a Lei 23.643, de 2020, que dispõe sobre a comunicação a órgãos de segurança pública de ocorrência, ou indício de ocorrência, de violência doméstica e familiar contra mulher, criança, adolescente ou idoso nos condomínios residenciais localizados no Estado, durante o estado de calamidade pública decorrente da pandemia de covid-19. Segundo a nova norma, síndicos e responsáveis por esses espaços têm a obrigação de avisar a polícia sobre casos de violência. Também determina a afixação de comunicados, informando sobre a lei e incentivando a notificação dos administradores por parte dos moradores. A versão que agora segue para sanção do governador Romeu Zema, a ementa da lei também deve ser alterada, retirando a menção à pandemia. Na verdade, tinha que ter continuado, pois infelizmente, a situação está tão grave, que não tem diferença nenhuma da época da pandemia.
Dados assustadores
Quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil, de acordo com o Mapa da Segurança Pública de 2025, divulgado neste mês. De acordo com os dados, o número de feminicídios só tem aumentado nos últimos três anos. O Mapa da Segurança Pública, divulgado pelo governo federal, mostra que a cada 100 mil mulheres, 1,34 casos registrados entre 2023 e 2024. Situação que se mantém nos dois anos de forma consecutiva. Desde 2020, verifica-se um crescimento gradual no número absoluto de assassinatos de mulheres no país. E qual a melhor forma de tentar frear estes números? Prevenindo, como o projeto no tópico acima prevê. Até porque os métodos atuais não estão surtindo efeito.
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