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Preto no Branco

O que dizer?

Por Bruno
O que dizer?

A informação parece repetida, a forma de  se dar a notícia, também; até os títulos e manchetes. Mas, infelizmente não é. São os ataques covardes contra mulheres que se repetem todos os dias em diversos pontos do País, e deixa marcas profundas, destrói famílias e, muitas vezes, deixam filhos órfãos. Divinópolis enfrenta esta realidade de forma assustadora. Até a última sexta-feira pela manhã, era um homicídio confirmado e quase 900 casos de violência no 1° semestre de 2025, quase 200 a mais em comparação ao mesmo período de 2024. Até que, no início da tarde, essa estatística mudou. Após discussão, um homem de 39 anos matou a sogra que tentou proteger a filha, e a deixou em estado gravíssimo. As duas foram alvejadas por tiros. Ele tinha registro da arma. Se entregou logo depois. Mas, é simples assim? Como fica a família da servidora municipal que teve a vida tirada como se fosse algo que já faz parte da rotina? E as duas crianças de 3 e 6 anos que nem sabem o que está acontecendo? E o pior: a mãe pode não voltar para casa. Tudo porque uma certa pessoa acha que é dona da outra e tem que ser do jeito dela? Ou tem uma arma autorizada e que pode ser usada "quando der na telha"? Ou tudo isso junto? O mais triste é não se ter respostas para o que pode ser chamado de "pandemia" que se alastra cada dia mais, dificílima de se combater. 

Deputados na berlinda 

Pelo menos 11 deputados federais vão passar nesta semana pelo crivo do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que pautou a análise de 14 representações. A apreciação dos casos deve começar nesta terça-feira, 2. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou ao colegiado, no último dia 15, 20 representações, incluindo quatro contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Porém, as ações contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, do mesmo partido, ficaram de fora da pauta anunciada pela Câmara. Claro, está licenciado e nem mora mais no Brasil. Por outro lado, um dos principais alvos é o deputado André Janones (Avante-MG), que responde a três representações apresentadas justamente pelo Partido Liberal. Outra parlamentar mineira que entra na lista é Célia Xakriabá (PSOL). Os requerimentos foram apresentados, além do PL, PT, PSOL e Novo, e tratam de diferentes casos. Na reunião, está prevista a instauração dos processos e o sorteio da lista tríplice para a escolha do relator. Ainda estão entre os nomes, Lindbergh Farias (PT-RJ), Guilherme Boulos (PSOL-SP), Kim Kataguiri (União-SP), Gustavo Gayer (PL-GO), Gilvan da Federal (PL-ES), Delegado Éder Mauro (PL-PA), José Medeiros (PL-MT) e Sargento Fahur (PSD-PR). Será que desta vez dará em alguma coisa? Não é segredo que análise dessas comissões e nada é a mesma coisa. Só tem barulho Isso em todas as esferas do Legislativo. A não ser que seja proposital pelo fato da semana ser movimentada no Supremo Tribunal Federal. 

Lula atrás 

Conversas de bastidores, ataques a adversários e "costuras" têm marcado cenas protagonizadas por muitos políticos, no ano em que antecede às Eleições 2026. Mas, não é só isso, mas pesquisas também não param. Todas semana praticamente, sai um novo levantamento. Na última, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em levantamento feito pelo Instituto Gerp e que traz diferentes cenários. Os dados foram divulgados neste sábado, 30. Levando em conta diferentes cenários para o 2º turno do processo eleitoral do ano que vem, Lula perde para Bolsonaro e Michelle. Na primeira comparação, Bolsonaro aparece com 49%; Lula, 38%; nenhum deles, 8% e não sabe/não respondeu, 5%. Na segunda, Michelle Bolsonaro tem 48%; Lula, 37%; nenhum deles, 10% e não sabe/não respondeu: 6%. A cada publicação, o resultado é diferente. E é o que vai acontecer até a coisa começar pra valer. Difícil imaginar o que virá de agora para frente, após o julgamento do ex- presidente e outros envolvidos no processo de 8 de janeiro, que começa hoje. 

Segurança reforçada 

E é na capital federal que todos os olhos se voltam nesta semana. Todo cuidado será pouco. Por isso, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal anunciou um esquema especial para garantir a segurança nos próximos dias de dois eventos que prometem mobilizar Brasília: o julgamento do núcleo 1 da trama golpista, que inclui  Bolsonaro, e do desfile cívico-militar de 7 de Setembro, que terá a presença de Lula (PT). A operação deve reunir policiais locais e federais, incluindo a Polícia Judicial do STF. Equipamentos, como drones com câmeras de imagem térmica para monitoramento contínuo, também serão usados, além do aumento do policiamento ostensivo. As medidas de segurança incluem ainda abordagem e revista de mochilas em situações suspeitas. Sem contar os acampamentos e bloqueios na região, que também  estão proibidos. O aparato promete não deixar nada passar despercebido. E precisa mesmo, afinal, o clima não é nada amigável. Resta a quem está de fora, torcer para tudo terminar em paz. Se tem uma coisa que o brasileiro não precisa agora, é de mais confusão. 

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