Do contra

Ao contrário de políticos conhecidos em Minas, como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e a deputada Lohanna França (PV), o governador Romeu Zema (Novo) afirmou ser contra a criação de uma lei para acabar com a escala 6 x 1. A declaração foi dada à Itatiaia, durante a COP 29, no Azerbaijão, nesta terça-feira, 12. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), elaborada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), prevê a extinção da regra de uma folga para cada seis dias de trabalho. Segundo o governador, esta é uma questão que deve ser pactuada em contrato e não há necessidade de previsão legal. Dono de diversas empresas que sobrevivem com essa mão-de- obra. Estranho seria se ele fosse a favor.
Cleitinho e Lohanna
Cleitinho usou as redes sociais para comparar a escala 6 por 1 com a dos políticos do Congresso Nacional, que trabalham no modelo 3 por 1. Segundo seus cálculos feitos por ele, o funcionário trabalha, em média, 264 dias do ano, com 101 dias de descanso. Os políticos, porém, desfrutam de 214 dias livres, trabalhando apenas 151. Relembrou, ainda, que a classe política não trabalha em janeiro e conta com duas semanas de recesso parlamentar em julho. Ele deve levar o assunto a Plenário. Lohanna França também se manifestou favorável à causa e ao Movimento Vida Além do Trabalho (VAT). Na sua opinião, é uma escala extremamente desumana, pois as pessoas ficam reféns do seu tempo de trabalho. Sobre as críticas à redução da jornada de trabalho sob o argumento de ‘fim da economia’, ela relembrou outras conquistas trabalhistas, como o 13° salário e a licença-maternidade, consideradas por muitos, à época, prejudiciais às relações econômicas. A deputada defendeu o início do trâmite do projeto no Congresso, inclusive para a absorção das críticas construtivas. Mesmo que a proposta não passe, pelo menos é possível saber quem está do lado do trabalhador, boa parte explorada, pois precisa colocar comida na mesa.
Ganha apoio
A redução da jornada voltou a ganhar força nas redes sociais nos últimos dias. Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) altera o inciso XIII, do artigo 7° da Constituição, que trata sobre os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. O texto atual proíbe o trabalho com duração superior a 8h diárias e 44 semanais, com exceção de acordos coletivos. A nova redação propõe o limite de 8h diárias, 36h semanais e quatro dias por semana. Que a volta do debate ganhou força e apoio, é fato e deixa muita gente animada e esperançosa, agora se terá apoio suficiente dos políticos que trabalham três vezes por semana, e juntando salário com auxílios passa de R$ 100 mil por mês, isso “são outros quinhentos”.
Assinaturas
Para que a proposta seja protocolada são necessárias 171 assinaturas, contava com 135 assinaturas no sistema interno da Câmara até a manhã desta terça-feira. Segundo o texto em debate, a jornada de trabalho deve ser diminuída, mas sem redução salarial. A mobilização em torno da PEC ganhou força com a adesão de deputados federais do PT, a sigla mais representativa entre os parlamentares, 65 no total. Também integram as assinaturas outros partidos da base aliada do presidente Lula. Além de 12 deputados do PSOL, quatro do PSB, oito do União Brasil, e até do PL. O assunto ainda deve movimentar a semana curta de feriado.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
