De consenso

É para onde caminha a eleição da Mesa Diretora na Câmara de Divinópolis. O que antes chegou a ser cogitado, três nomes: Ana Paula do Quintino (Avante), Ney Burguer (Novo) e Israel da Farmácia (PP), para formação de pelo menos duas chapas, deve terminar em apenas uma. A chamada "chapa de consenso", com o atual presidente da Casa, Israel, à frente. Foi ele próprio quem disse ao Agora em entrevista nesta terça-feira. O que significa que não haverá a disputa entre estes três nomes, como citados por este PB, na semana passada. Se isso ocorresse, acabariam colocando Gleidson Azevedo (Novo), numa "saia justa". E sem dúvida, nenhum deles vai fazer isso. São os já conhecidos "acordos políticos" que favorecem ambos os lados interessados na questão.
Maioria absoluta
Para entender a decisão pela chapa de consenso dito acima, é muito simples. Basta analisar os 17 vereadores que comporão a legislatura a partir de janeiro de 2025 - 10 reeleitos, 6 novatos e 1 que retorna à Câmara. Apenas 3 podem ser considerados oposição: Flávio Marra (PRD), Vitor Costa (PT) e Kel Silva (PV). Dois, na maioria das vezes, ficam em cima do muro, mas apoiam mais do que discordam da atual Administração. Então, se o prefeito apoia Israel, que na sua opinião fez um excelente trabalho, quem dos 14 é maluco de ir contra? Qual chance os opositores têm de montar uma chapa concorrente, se nos bastidores a informação é de que a maioria concorda com o nome apoiado por Gleidson? É bem isso!
Farra das emendas
Suspensas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), as emendas parlamentares foram votadas na Câmara Federal. Projeto de lei de autoria do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), vice-líder do Governo na Casa, com novas regras para a execução, foi aprovado. A proposta é o resultado de um acordo entre o governo e o Congresso para atender a determinação do ministro Flávio Dino de que os repasses tenham mais transparência e rastreabilidade. O texto põe limites na farra de transferências dos recursos diretamente para prefeituras e estados por meio de pix. Um total descontrole e abuso com o dinheiro público. Mas, não se engane quem acha que vai mudar muita coisa. Esse é apenas um dos caminhos do “troca- troca”.
Dá para comparar?
A volta de Donald Trump ao comando dos Estados Unidos marca o retorno do republicano à Casa Branca após quatro anos, quando foi derrotado por Joe Biden em 2020. E acredite, o resultado animou os deputados bolsonaristas, que crêem cegamente que o mesmo cenário se repita no Brasil em 2026 nas próximas eleições. Como se não tivesse nada mais importante para fazer por aqui, um dos filhos do ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, do mesmo partido do pai, foi até os EUA para acompanhar a apuração dos votos na noite de terça-feira, 5, no mesmo evento que o ex-presidente americano. Quando Trump foi oficialmente eleito, ele postou no perfil que, assim como o republicano, o pai voltaria para a presidência do Brasil em 2026. É numa dessas que alguém falaria: “me belisca para ver se estou acordado, ou sonhando”! Impossível acreditar que isso seja verdade.
Não parou por aí
Num post, a deputada Carla Zambelli, também do PL, chamou Kamala Harris, que perdeu a disputa, de “abortista e esquerdista radical” e também fez alusão à volta do ex-presidente Bolsonaro. “Em 26, será a nossa vez de nos livrarmos do atraso da esquerda!”, escreveu no X, antigo Twitter. Inacreditável para não dizer hipocrisia. A “santa do pau oco” senta em cima dos seus inúmeros defeitos e práticas que não condizem em nada com o cargo que ocupa, para apontar o dedo para o outro. Em relação aos outros “baba ovo”, nem compensa comentar o que escreveram. É por essas e outras, que este mundo não tem mais conserto.
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