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Preto no Branco

Nove anos 

Nove anos 

Um grande ato que teve à frente, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) (MG), foi realizado ontem em Mariana em lembrança dos nove anos do rompimento da barragem. O objetivo do lema escolhido: “Lutar e organizar para os direitos conquistar” foi pressionar para que a justiça e reparação total a todos os atingidos seja garantida. As ações começaram de manhã com um ato simbólico em Bento Rodrigues, vilarejo destruído pelo lamaçal no dia 5 de novembro de 2015. Ainda dentro das atividades, houve também uma plenária na Arena Mariana para discutir o novo acordo de reparação, recentemente assinado entre governos, mineradoras e instituições de Justiça. A esperança é que com esse novo acordo e a análise da tragédia por autoridades na Europa, a coisa ande, pois o que se viu até agora, foi mais enrolação e desdém com as vítimas e seus parentes, do que solução. 

O desastre 

O sonho de dezenas famílias interrompido e uma tragédia ambiental sem precedentes está prestes a completar uma década. Naquele 05 de novembro, o Brasil parou para acompanhar resgates dramáticos, a lama levando tudo que achava pela frente e Bento Rodrigues sendo engolido. O rompimento, que causou a morte de 19 pessoas, derramou 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos no Rio Doce que chegou até o mar no Espírito Santo. O crime socioambiental, provocado pela Samarco, Vale e BHP Billiton em 2015, é considerado o maior da história do país. Mesmo assim, o descaso total das autoridades responsáveis, possibilitou que o país assistisse atônito, de novo outra catástrofe semelhante em Minas, ainda com mais mortes: o rompimento de outra barragem, desta vez, em Brumadinho. Tanto uma, quanto a outra mostrou o que os interesses econômicos são capazes de fazer com apoio de quem deveria apurar as irregularidades e até proibir os funcionamentos. Mas, “se não está me afetando, e ainda estou ganhando com isso”, para que me preocupar? Simples assim.  

Prevenção ao suicídio 

Já está em vigor em Minas, a lei que trata do atendimento a pessoas em sofrimento psíquico para prevenir casos de suicídio. A autoria do projeto sancionado pelo governador Romeu Zema (Novo) é do deputado Charles Santos (Republicanos).  O texto aprovado pelo Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em setembro último dispõe sobre as ações do Estado nesta prevenção, e outras formas de violência autoprovocada e na promoção da saúde mental. Um dos objetivos das ações ampliadas pela nova lei, é que as pessoas em sofrimento psíquico agudo ou crônico, especialmente aquelas com histórico de depressão, ideação suicida, automutilações e tentativa de suicídio, tenham acesso a atendimento integral e multidisciplinar de acordo com os protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas dos órgãos públicos de saúde.  Até então, a norma resumia esse acesso à atenção psicossocial. Em um momento em que as pessoas estão cada vez mais doentes mentalmente, a lei chega na hora certa. Sem falar que a restrição no atendimento para quem depende do sistema público faz com que o socorro muitas vezes chegue tarde demais.

Olhos do mundo 

Estão voltados para os Estados Unidos da América desde esta terça-feira, quando os eleitores votaram para escolher o próximo presidente de um dos países mais importantes do mundo. Pelo que foi visto em pesquisas e até opiniões, o  país está completamente dividido entre a democrata Kamala Harris e o republicano Donald Trump. Isso foi amplamente divulgado e, apesar de a democracia ser pregada nos processos eleitorais, não é o voto da população que define o vencedor nas urnas. Depois da contagem de votos, a consagração do escolhido ainda depende dos votos dos delegados representantes dos estados. Dito isso, a pergunta que não quer calar: quando saem os resultados? Geralmente, são divulgados poucas horas após o fechamento das urnas. No entanto, a disputa acirrada deste ano pode atrasar e muito a declaração do vencedor. Se na eleição de 2020, a imprensa americana dos EUA não declararam Joe Biden o vencedor até quatro dias após o dia da eleição, quando o resultado na Pensilvânia ficou mais claro, imagine agora. 

E se houver empate?

Com uma divisão tão considerável, muitos apostam na possibilidade de empate, devido ao mesmo número de votos no colégio eleitoral, 269 cada. Nessa situação, os membros da Câmara dos Representantes — a câmara baixa do Congresso dos EUA — votariam para escolher o presidente em um processo conhecido como eleição contingente.  Enquanto isso, o Senado – a câmara alta – votaria no vice-presidente.  Que complicação! Ainda bem que isso não acontece  por lá há cerca de 200 anos .

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