Injustificável

O governador Romeu Zema (Novo), defintivamente está "caçando sarna pra se coçar", de uns tempos para cá. Como se não bastasse ter ficado adepto das redes sociais, numa espécie de "perseguição" ao presidente Lula (PT), não pensa duas vezes, antes de responder alguns questionamentos a jornalistas. Na última, declarou à Itatiaia, nesta terça-feira, 12, que possivelmente não estará ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Como assim? E não poderia ser diferente. Provocou reações distintas entre lideranças do PL em Minas Gerais. Enquanto alguns defendem prudência e estratégia, outros classificam a postura como injustificável e prejudicial a possíveis alianças no estado. Prudência, já foi provado por A + B, que ele não tem. Agora sobre as alianças, já prejudicou, isso é fato. Isso que dá, a ânsia pelo poder, "passar o carro na frente dos bois".
Gostou
Para quem veio da iniciativa privada, sem ter berço político, apenas para "arrumar a casa", como disse várias vezes, sobre a situação de Minas, quando assumiu o governo em sua primeira gestão, Zema parece ter tomado gosto "pela coisa". Não só foi para a disputa e exerceu mais um mandato, como passou a vislumbrar outros cargos. Primeiro no Senado, depois o mais importante do país: o de presidente da República. Com o aval do ex-presidente Bolsonaro (PL), foi em frente. Até lançará sua pré-candidatura no próximo sábado, (16). Agora, depois que viu seu nome em evidência nas pesquisas, superando até o governador de São Paulo, Tarcisio Freitas (Republicanos), desandou de vez. No entanto, é preciso "ir devagar com o andor". Talvez, a empolgação tenha feito ele se esquecer, de que na política, "as rapozas experientes e famintas", não costumam perdoar uma "rasteira".
Justifica?
Zema confirmou na entrevista que lançará sua pré-candidatura à presidência da República no sábado. Para justificar sua "virada de costas" incial para Bolsonaro, afirmou que “quanto mais candidatos à direita tiver, mais forte ela ficará no primeiro turno e conseguirá transferir votos para o segundo. Por isso, a decisão não o preocupa, porque no segundo segundo turno, estarão todos unidos. Teria até já comunicado a Bolsonaro de que irá se candidatar, não havendo assim, o apoio formal entre ambos no primeiro turno das eleições do ano que vem. Resta saber, o que o ex-presidente acha disso, levando em conta que Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do País. Um "racha" neste momento, não seria bom para nenhum dos dois.
Ameaçadas?
As articulações entre partidos aliados para 2026? Pode acontecer, visto que a declaração acontece em meio às costuras do Novo para conseguir apoio de partidos, inclusive do próprio PL de Bolsonaro, à candidatura do atual vice de Zema, Mateus Simões (Novo), ao governo de Minas. Simões inclusive é indicado de Zema, mas enfrenta uma situação complicada, pois compete com outros nomes, como o do senador Cleitinho (Republicanos) e do deputado federal Nikolas Ferreira, também do PL— este menos provável — para representar a direita em Minas no pleito do próximo ano em Minas. E olha que sua pré-candidatura nem emplacou, visto que perde feio para os prováaveis nomes que entrarão na disputa, em todas as pesquisas publicadas até hoje.
Prudência
É o que prega o presidente estadual do PL, o deputado federal Domingos Sávio. Porém, avalia que “o primeiro turno das eleições federais costuma ter mais de um candidato, o que naturalmente leva a um agrupamento no segundo turno. Chama a posição de Zema como "estratégica" e disse achar "pouco provável que as eleições presidenciais sejam decididas no primeiro turno”. No entanto, adimite que possivelmente Zema e o PL não caminharão juntos na primeira fase da disputa. O que já era esperado, já que em muitas oportunidades, Sávio afirmou que seu partido atual pretende lançar canidatura própria em Minas. Declarações reveladoras que colocam ainda mais "fogo" na disputa de 2026.
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